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Quem faz essa afirmativa é a própria Secretaria Municipal da Saúde, embasada em índices de densidade larvária, apresentado em mapa (onde 29 dos 96 distritos da Cidade estão em alerta de risco) e divulgado, o qual serve de base para as ações de combate à dengue que são implementadas pela Prefeitura, sendo que as regiões de maior risco recebem atenção redobrada.
Até mesmo o Ministério da Saúde disparou alerta para todos os estados da Federação sobre a possibilidade de o vírus do tipo 1 ser predominante no Brasil, sendo que o estado de São Paulo, que já tinha previsão de aumento dessa doença, se encontra na relação de estados mais vulneráveis, por já enfrentar o vírus.
São Paulo x mosquito transmissor da dengue
Segundo o Ministério da Saúde, é esperado aumento considerável de afetados pelo vírus do tipo 1, principalmente por aquelas pessoas que não tiveram contato com o agente causador e não estão imunizadas. Também de acordo com o MS, esse tipo de vírus reaparece depois de dez anos e, como não há vacina contra a dengue, o ideal, o mais correto e sensato e a melhor ação ainda são as únicas armas contra esse devastador.
Aqui, na Zona Norte, a atenção e os cuidados devem ser tomados pelos munícipes de Pirituba, Perus, Jaraguá, Brasilândia, Casa Verde, Freguesia do Ó, Jaçanã, Mandaqui, Santana, Pq. São Domingos, Tremembé, Vl. Maria e Vl. Medeiros; e a Prefeitura deve intensificar ações para combate ao mosquito transmissor da dengue, incluindo a visitação em imóveis para retirada de criadouros, instalação de telas de vedação nas caixas d´água, limpeza e conservação de logradouros e Operação Cata-Bagulho.
E você - munícipe - se nada tem a temer, não feche a porta de sua casa para os agentes vistores, porque eles voltarão com mandato e entrarão de qualquer jeito. Então, facilite. Não faça como aqueles cidadãos (se é que podemos chamá-los assim) que só abriram sua casa com mandato e, qual não foi a surpresa dos agentes, quando depararam com vários focos do mosquito. Mais estupefatos ficaram quando a dona da casa respondeu que ela sabia muito bem se cuidar se algo lhe acontecesse. Ora, e os vizinhos? O que eles têm a ver com a insanidade e a insensatez desse casal? Tudo. Basta denunciar pelo 156, pois ninguém é obrigado a conviver com a iminência de ser infectado por irresponsabilidade do outro. Parafraseando os três mosqueteiros: ´um por todos e todos por um´. Esse deve ser o lema de combate ao mosquito da dengue, até porque, é de conhecimento geral, que a saúde no Brasil continua na UTI, com atendimento precário e demorado, além da falta de médicos e leitos.
Conhecer para se defender
A dengue é uma doença infecciosa aguda transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, sendo que, no Brasil, já foram encontrados os tipos 1, 2 e 3, apresentando-se de quatro formas diferentes: infecção inaparente (aquela que não apresenta sintomas), dengue clássica (essa é semelhante à gripe), febre hemorrágica (essa é a mais grave com surgimento de hemorragias nos órgãos internos) e síndrome de choque da dengue (essa é a mais séria com queda ou ausência de pressão arterial), com maior incidência da clássica e da febre hemorrágica.
Como surge
Os mosquitos fêmeas depositam os ovos em recipientes com água, sendo que a larva se alimenta de substâncias orgânicas, fungos e bactérias existentes nessa água.
Nos países tropicais, como no Brasil, existe uma relação direta entre as altas temperaturas, as chuvas e o aumento de vetores, que são artrópodes (ramo zoológico) que transmitem o germe de uma doença (bactéria, vírus ou protozoário) de um indivíduo doente para outro indivíduo são.
O que fazer?
O primeiro passo é cuidar de sua própria casa e quintal, não deixando pneus, latas e outros recipientes a descoberto, virando de cabeça para baixo os vidros e garrafas pet, limpando e tampando a caixa d´água, eliminado poças d´água depois da chuvas, não deixar que as crianças brinquem nessas poças. O segundo é ´olhar´ as casas vizinhas e/ou imóveis e terrenos vazios e abandonados, denunciando esses possíveis depósitos de larvas do mosquito da dengue por meio do Tel.: 156 ou diretamente nas praças de atendimentos de cada uma das 31 Subprefeituras da Cidade.
Fonte: SP Norte
sp.norte@terra.com.br