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Uma das finalidades desta data é a de se repensar no reconhecimento efetivo desse ser humano na sociedade. Até porque a participação das mulheres, embora nos bastidores, sempre foi ativa e atuante, tendo muitas delas passado para a galeria de mártires e/ou celebridades, como: Madre Tereza de Calcutá, Indira Gandhi, Margareth Tatcher, Golda Méier, Corazón Aquino, Benazir Bhutto, além da nossa entrevistada de 2009 - a saudosa Zilda Arns Neumann.
Hoje, podemos citar, entre as centenas que se destacaram e as que ainda atuam: Michaëlle Jean (Governadora-Geral do Canadá), Verônica Michelle Bachelet Jeria (Presidenta do Chile), Margarida II (Rainha da Dinamarca), Pratibha Patil (Presidenta da Índia), Gloria Macapagal Arroyo (Presidenta das Filipinas), Mary Patrícia McAleese (Presidenta da Irlanda), Ellen Johnson Sirleaf (Presidenta da Libéria), Ângela Merkel (Primiê da Alemanha), Yulia Tymoshenko (Primeira-Ministra da Ucrânia), Cristina Kirchner (Presidenta da Argentina) e, claro! a eterna Rainha Elizabeth II.
A história
O dia 08 de março foi escolhido em 1910, na Dinamarca, durante uma conferência, mas somente em 1975 foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio de um Decreto.
Essa data foi escolhida porque, em 1857, numa fábrica de tecidos, ao norte de Nova Iorque, as operárias promoveram grande greve com a finalidade de reivindicar melhores condições de trabalho (elas trabalhavam 16h/dia e reclamavam só 10h/dia), equiparação salarial (elas recebiam até 1/3 do salário dos homens), além de tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Reprimidas com violência, essas operárias foram trancadas na fábrica, a qual foi incendiada num ato desumano, e onde morreram mais de 130 tecelãs.
O porquê da criação
Quando foi criado o Dia Internacional da Mulher, o objetivo era, apenas e tão somente, comemorar, sendo que, na maioria dos países, eram realizadas conferências, debates e reuniões com o objetivo de discutir o papel da mulher na sociedade atual.
Outro objetivo dessas reuniões é diminuir o preconceito, a desvalorização da mulher, pois, ainda hoje, ela sofre com salários baixos, com a violência masculina, com a jornada excessiva de trabalho e desvaantagens profissionais.
Se muito foi conquistado, muito há ainda para sê-lo.
Conquistas da mulher
pelo mundo:
1788 - o francês Condorcet, filósofo e político, solicitou direitos de participação das mulheres na política, no emprego e na educação;
1840 - nos Estados Unidos, Lucrecia Mott lutou pela igualdade de direitos das mulheres e dos negros;
1859 - em São Petersburgo (Rússia), surgiu um movimento de luta pelos direitos da mulher;
1862 - pela 1ª vez, na Suécia, as mulheres puderam votar nas eleições municipais;
1865 - foi criada por Louise Otto, na Alemanha, a Associação Geral das Mulheres Alemãs;
1866 - o economista John S. Mill exigia o direito de voto para as mulheres no Reino Unido;
1869 - criada a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres nos Estados Unidos;
1870 - as mulheres tiveram acesso aos cursos de Medicina na França;
1874 - criada a 1ª escola normal para mulheres no Japão;
1878 - estabelecida uma Universidade Feminina na Rússia;
1898 - Inglaterra e Escócia promoveram a 1ª partida de futebol feminino em Londres;
1901 - defendido o direito de voto às mulheres pelo Deputado francês - René Viviani;
2009 - primeira mulher negra - Michelle Obama - assume a Casa Branca.
No Brasil
O País - considerado ainda jovem - pode se ufanar de ter mulheres na galeria de mártires e/ou celebridades, como: Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Irmã Dulce, Chiquinha Gonzaga, Tarcilla do Amaral, Cora Coralina, Zélia Gatai, Raquel de Queiroz, Maria Ester Bueno, Maria Lenk, Zuzu Angel, Maria Bonita, Nélida Piñon, Elis Regina, Vera Fischer, Maura de Senna Pereira, Glória Menezes, Hebe Camargo, Hellen Gracie, Rita Camata, Lúcia Flecha de Lima, Ruth Cardoso.
E podemos citar as futuras-prováveis ocupantes dessa galeria, como Gisele Bündchen, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, a meia-atacante Marta, Maria Rita Mariano, Vanessa da Mata, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, as jogadoras-meda-lhistas Hortência, Janete, Ana Paula e Fofão, a pilota de Fórmula Indy Ana Beatriz, a consagradíssima tri-atleta Fernanda Keller.
Míni-cronologia das mulheres brasileiras
1822 - Maria Leopoldina Josefa Carolina, Imperatriz do Brasil, assume a regência do País na ausência de D. Pedro I;
1827 - sancionada a 1ª Lei permitindo que as mulheres frequentassem escolas elementares;
1879 - Governo concede permissão para as mulheres estudarem em instituições de ensino superior;
1887 - Rita Lobato Velho é a 1ª mulher no Brasil a graduar-se médica;
1917 - promovida por Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino, passeata pedindo a extensão do voto às mulheres;
1921 - realizada a 1ª partida de futebol feminino entre as catarinenses e as tremembeenses;
1928 - Alzira Soriano de Souza é eleita a 1ª Prefeita no Município de Lages (RN);
1932 - promulgação do Novo Código Eleitoral garantindo - definitivamente - o direito de voto às brasileiras;
1933 - Carlota Pereira de Queiroz é eleita Deputada;
1948 - onze mulheres seguem para Londres, compondo a Delegação Brasileira Olímpica;
1979 - Eunice Michilles - 1ª mulher a ocupar cargo de Senadora;
1985 - criados o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a 1ª Delegacia de atendimento especializado à mulher;
1994 - Roseana Sarney foi eleita 1ª Governadora de um Estado brasileiro;
2003 - Marina Silva assume o Ministério do Meio Ambiente;
2006 - Ellen Gracie foi a 1ª mulher a assumir o cargo no STF, o mais alto posto do Poder Judiciário;
2007 - sancionada a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha Maia.
Exemplos outros poderiam ser mencionados aqui, pois em cada rincão do Brasil existe uma mulher pronta a enfrentar perigos e desafios em defesa do país e de si própria ou em prol de outrem.
Fonte: SP Norte
sp.norte@terra.com.br