6 a cada 10 paulistanos têm o desejo de sair de São Paulo

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Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (22/01), mostra que 64% dos moradores de São Paulo, se pudessem, desejariam sair da cidade. O estudo foi feito pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, no qual avalia a qualidade de vida do paulistano em relação a capital paulista.

O resultado é semelhante ao que é apresentado desde 2017. De acordo com o estudo, as principais insatisfações citadas pelos entrevistados são violência com 28%; seguida de criminalidade, com 17%; trânsito, com 13%; e desigualdade/ injustiça social com 10%. Se juntarmos violência com criminalidade, as menções chegam a 45% dos entrevistados.

Apesar da vontade da maioria em sair da cidade, a pesquisa mostrou que quase 80% dos paulistanos sentem orgulho de morar na capital paulista, deste número, 38% têm muito orgulho e 41% têm um pouco de orgulho.

Vale destacar também que o índice das pessoas que não sentem orgulho em morar na cidade saltou de 14% para 20%, quando comparamos ao mesmo período do ano passado.

Em relação a percepção da cidade, os paulistanos que afirmam que a vida melhorou nos últimos 12 meses cresceu de 24% para 31%. Já para quem acredita que piorou houve uma ligeira redução, de 32% em 2018 para 28% em 2019.

Os três aspectos positivos de São Paulo são: Lazer/ Diversão/ Entretenimento, com 16%, Oportunidades (14%) e Mercado de Trabalho com 11%. Em relação aos aspectos negativos, a região destacou: Violência 28, Criminalidade 20 e Desigualdade/ Injustiça Social 13.

Zona Norte

A pesquisa apontou que os moradores da zona norte é a população que se sente menos incluída na comunidade/bairro onde moram, com 31% dos entrevistados destacando esse problema, sendo que a média de toda a cidade sobre esse tema é de apenas 25%.

Participação da política

6 a cada 10 paulistanos declararam que não participam de nenhuma atividade voltada à vida política da cidade, segundo a pesquisa. No entanto, 21% dos entrevistados responderam que assinam petições ou abaixo-assinados e 29% compartilham notícias sobre o município pelas redes sociais  e aplicativos de mensagens.

Vale mencionar que 63% dos entrevistados não lembram em quem votou na última eleição municipal, ocorrida em 2016.

Qualidade do prefeito e vereador

Para 63% dos paulistanos, o prefeito tem que conhecer bem os problemas da cidade, já para 55% o gestor precisa ter visão de futuro e para 39% ele precisa ter experiência administrativa.

Já as qualidades que o vereador precisa ter vereador, segundo os entrevistados, é conhecer bem os problemas da região (49%), ter visão de futuro (43%) e ser trabalhador (38%).

Apesar de ter sido tendência nas últimas eleições, a qualidade de “ser novo na política” não é tão citada pelos entrevistados, tanto para o cargo de executivo como o de legislativo, com apenas 5% e 6%, respectivamente.

Instituições de confiança

A pesquisa também avaliou o grau de confiança que os paulistanos têm em relação às instituições públicas. O resultado mostrou que o Metrô, seguido da Sabesp  e da SPTrans são as três instituições mais bem avaliadas, com 72%, 58% e 51%, respectivamente.

Em contra partida, 8 a cada 10 paulistanos não confiam na Câmara Municipal. O Tribunal de Contas do Município (TCM) e o Poder Judiciário aparecem também como os órgãos mais mal avaliados pela população, com apenas 24% e 30% de confiança. Vale destacar que a Câmara Municipal ocupa o último lugar do ranking desde quando a pesquisa começou, em 2008.

No ano de 2018 a Policia Militar era o terceiro órgão, empatado com o Conselho Tutelar, com maior confiança da população, 50%. A nova pesquisa mostrou uma queda de 6%, o que deixou a PM na quinta posição, com 44%.

Igrejas ajuda mais que a Prefeitura

Na percepção de 22% dos entrevistados, segundo o relatório, a igreja é a instituição que mais contribui com a melhora da qualidade de vida na cidade. Por outro lado 2 a cada 10 pessoas afirmaram que nenhuma das instituições avaliadas contribuem.

A Prefeitura de São Paulo é a segunda instituição que mais faz pela cidade, com 19% de citação, seguida das ONGs de bairro, com 18%. Vale mencionar que o relatório mostrou um aumento na avaliação das empresas privadas, pois em 2018 o índice era de 10%, após 12 meses o número saltou para 17%, sendo considerado o item que mais subiu durante este período.

Para 35% dos entrevistados, a administração municipal é avaliada como ruim/péssima, já 43% destacam como regular e para 18% a atuação da gestão é ótima/boa.

Os meios de comunicação usado pela população para se informar do trabalho realizado pela administração municipal são a televisão, com 46% das menções, seguido de sites de notícias e portais, com 43%, e mídias sociais, com 30%.

Subprefeitura

De 2018 para ano passado, houve um crescimento significativo em relação a aprovação do trabalho das subprefeituras, saltando de 13% para 21% em 2019. No entanto, as administrações regionais das zonas sul e norte são as mais mal avaliadas, com 17% e 18% de aprovação, respectivamente.

No entanto, o relatório mostrou que 1/3 dos paulistanos não conhecem as funções desempenhadas pelas subprefeituras.