Turismo

A encantadora Ilha de Marajó

Suas belezas naturais se dividem entre a planície coberta de savana e as densas florestas. Praias de rio, lagos de diversos tamanhos, igarapés, dunas, florestas e uma rica fauna. Um dos mais preservados santuários ecológicos da Amazônia, cujo meio de transporte mais comum é o búfalo. A Ilha de Marajó está localizada no estado do Pará, na foz do Rio Amazonas no Arquipélago do Marajó. É a maior ilha costeira fluviomarítima do mundo, banhada pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins. A cidade de Belém situa-se a sudeste do canal que separa a Ilha do continente.

Em razão da grande quantidade de chuva, os cenários se transformam de seis em seis meses, deixando as matas e os campos embaixo das águas. No segundo semestre, o período da seca acaba e a visitação se torna mais favorável por conta da melhor observação dos animais e da vegetação, quando as praias ficam com as dunas claras – praticamente inexploradas, são o grande atrativo.

O início do trajeto, com três horas de duração, é em Belém; os barcos e balsas saem rumo à Soure, a “capital” da Ilha. É nesta área que estão as melhores praias: Pesqueiro, Barra Velha e Joanes, além das melhores hospedagens e restaurantes. Com tanta diversidade, Marajó promove experiências únicas, e a mais interessante delas é montar no lombo de um búfalo para um passeio. Eles se tornaram símbolos da Ilha, os animais são vistos em grandes manadas (é o lugar de maior rebanho de búfalos do Brasil, cerca de 600 mil cabeças) nas extensas planícies ou dispersos nas modestas áreas urbanas, onde são usados como táxi e montaria para a polícia. No Carnaval, fazem sucesso puxando carroças equipadas com caixas de som, numa versão local dos trios elétricos baianos.

Os encantos da Região também se refletem na cultura, cujas heranças mais ricas foram deixadas pelos índios marajoaras, sobretudo a bela arte da cerâmica estilizada. Estes trabalhos ficam no Museu do Marajó, localizado na modesta Cachoeira do Arari, uma cidadezinha escondida no meio da mata. Construído numa antiga fábrica de óleo, o espaço tem um rico acervo que guarda desde vasos, jarros e utensílios de cozinha até urnas funerárias. Além disso, é possível desfrutar dos passos de dança que foram inspirados em manifestações de origem africana e indígena, o carimbó e o lundu.

 

 



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