Saúde

A gripe deu as caras

Paulatinamente, a temperatura começa a cair e os sinais de doenças respiratórias já são vistos. Além disso, ambientes coletivos fechados tornam-se grandes propagadores de vírus e bactérias, em especial quando já há gente contaminada.

No meio de tudo isso está a gripe – doença que pode ser grave, embora, não raro, seja vista como um mero resfriado ou indisposição. Se for malcuidada, a gripe pode evoluir para algo bem pior que uma “virose”, como diz o senso comum.

Por esse motivo, o governo federal iniciou na última segunda-feira (17/4) a 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que pretende imunizar 54,2 milhões de pessoas em todo o país, dentro dos grupos prioritários. A novidade deste ano é que professores, tanto da rede pública quanto privada, fazem parte do público-alvo, somando 2,3 milhões de pessoas. A campanha segue até o dia 26 de maio; a mobilização nacional será no dia 13, quando 65 mil postos de vacinação serão abertos em todo o território brasileiro.

Segundo a Coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, a população não deve se vacinar em cima da hora: “Muitas vezes, as pessoas só buscam a vacina quando há registro de um número elevado de casos. É preciso que todos estejam devidamente protegidos antes de o inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir o efeito”, explicou.

Por que se vacinar?

A gripe é resultado da contaminação pelo vírus Influenza, transmitido pelo contato com gotículas de uma pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos, quando há contato com mucosas (boca, olhos, nariz). A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos.

Não conte apenas com a vacina, previna-se

A prevenção, como sempre, é o melhor remédio. Portanto, medidas simples são capazes de evitar o contágio. Por exemplo: lavar as mãos com muita frequência; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; evitar locais com aglomeração de pessoas.

Os sintomas comuns da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. O agravamento do quadro caracteriza-se por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Quem deve tomar a vacina

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias);
  • Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto),
  • Pessoas a partir de 60 anos;
  • Povos indígenas;
  • Professores das redes pública e privada;
  • Profissionais de saúde;
  • Pacientes com doenças crônicas não transmissíveis, que incluem pessoas com deficiências específicas (estas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação). Quem estiver cadastrado em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverá comparecer ao posto onde registrado para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica;
  • População do sistema prisional, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas e os funcionários.

Topo