Zona Norte

Alckmin visita escola do Mandaqui

Na manhã da última terça-feira (16/1) o governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na Escola Estadual Paul Hugon, no Mandaqui, para anunciar a destinação de R$ 52 milhões para conservação e reforma de todas as 5 mil unidades de ensino em todo o Estado. Os alunos da rede retornam às aulas em 1º de fevereiro.

O convênio com a Secretaria de Estado da Educação e a Associação de Pais e Mestres das unidades tem, de acordo com o governo, “50% a mais de recursos que no ano anterior”. A verba varia entre R$ 4.600 a R$ 46 mil, e a escola do Mandaqui, pelo tamanho e quantidade de intervenções, será beneficiada com R$ 38 mil.

Os serviços incluem pintura, limpeza de caixa d’água, reparos na fiação elétrica, revestimentos, troca de janelas, entre outras melhorias. Porém, intervenções maiores, como construção de quadras ou ampliação de espaços dependem de laudos e aprovações de projetos de engenharia. Estes devem ser solicitados pela Delegacia Regional de Ensino e encaminhados para a Fundação para o Desenvolvimento da Educação.

O SP Norte solicitou à Secretaria de Educação quais escolas da Zona Norte vão receber as reformas, e até o fechamento desta matéria, não obtivemos resposta.

Professores reivindicam aumento

O orçamento destinado à educação em 2018 aumentou 1,06%: de R$ 30,4 bilhões para R$ 30,7 bilhões. O orçamento total para este ano é de R$ 216,9 bilhões – 5,09% a mais que no ano passado – aprovado no fim de dezembro na Assembleia Legislativa.

Por outro lado, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) reivindica o reajuste salarial de 10,15%, suspenso pela Procuradoria Geral do Estado.

Os professores exigem o pagamento equiparado ao piso nacional. A Procuradoria, que representa Alckmin, alega que o acréscimo impactaria os cofres públicos em R$ 1,6 bilhão, podendo ferir a lei de responsabilidade fiscal. O piso nacional é de R$ 2.455,35 – alta de 6,1%, a menor desde 2009.

Alckmin encaminhou à Assembleia outro projeto de lei, propondo aumentos de 7%. A Apeoesp afirma que “não desistirá dos 10,15%” e que a defasagem da categoria “vai piorar em janeiro devido ao ajuste do piso nacional” e que “está há três anos sem reajuste”.

O acréscimo de 7% tem como data base 1º de fevereiro, começando a valer quando a Assembleia aprovar o projeto de lei. A Apeoesp, na última quarta-feira (10/1), recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para obter o reajuste maior.

fontes: Governo do Estado/Apeoesp
fotos: Gilberto Marques/A2img



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