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Amsterdã: ousadia criativa supera clichês da capital holandesa

Há um bom tempo, a capital da Holanda vem mostrando que superou a dobradinha “sexo e drogas”, constantemente associado ao seu nome. Atualmente, quem escolhe Amsterdã como destino está muito mais interessado em suas ruas e canais charmosos, no clima relax e nos passeios de bicicleta, do que propriamente nos cafés esfumaçados e no bairro Red Lights.

De bike, se vai longe por essa cidade pequena e plana, que já foi o principal porto comercial do norte da Europa, em meados do século XVII. Porém, é no oceano que é preciso ter bastante atenção. Como parte do território fica abaixo do nível do mar, há uma profusão de canais espalhados por Amsterdã – um atrativo a parte.

Amsterdã é um recanto conhecido por suas formas e contornos. As linhas modernas de design estão expressas em construções famosas, como o Museu Van Gogh. Pode-se aproveitar também e visitar a casa onde viveu Anne Frank, na Prinsengracht; conhecer a Living Tomorrow, uma verdadeira casa do futuro, onde os visitantes experimentam novidades tecnológicas voltadas para o dia a dia.

Seguindo essa linha high-tech, o Centro Nacional de Ciências e Tecnologia, o Nemo, ocupa um edifício “curvo”, erguido a 30 metros do nível da água. Nada ali fica mais do que três anos, em conseqüência da constante renovação do acervo. A Dam Square é um dos lugares mais empolgantes de Amsterdã, onde há barracas de alimentos, barzinhos, restaurantes e boas opções de compras. A gigante De Bijenkorf, por exemplo, é a maior loja de departamentos da Capital, com seis andares, e produtos de grifes famosas. No entanto, vale lembrar, nada é muito barato, já que se paga em Euro.

Ruas estreitas, sex shops, boates, luzes avermelhadas, assim é o Red Light District, um bairro consagrado pela prática de prostituição. Hoje, muitos turistas vão até lá apenas pela curiosidade de ver a inusitada cena das mulheres em vitrines ou visitar seus sex shops e estabelecimentos ligados ao erotismo. É o caso do Museu Erótico, que oferece uma loja com suvenires e produtos do gênero, coleções de fotografias e arte sensual.

No entanto, Amsterdã deixou muito de lado esse estilo “libertin”. Aqueles que visitam o lugar se deparam com sua arquitetura inesperada, sua história única e sua ousadia criativa. Disso, não resta a menor dúvida.



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