Zona Norte

Festa no Mercadão do Tucuruvi: música e presença de vereador

Coloque uma pitada de alegria. Misture com lindas canções. Tempere com muita felicidade. Assim foram as comemorações dos 68 anos do Mercado Municipal Waldemar da Costa Filho – o Mercadão do Tucuruvi, para os mais chegados.

O centro de compras recebeu, no último sábado (5/8), os festejos do aniversário, completados em 17 de julho. Mais uma vez, a celebração contou com a apresentação do Coral Vozes do Caminho. O grupo voluntário, sem fins lucrativos, leva mensagens de esperança e solidariedade por meio da música, apresentando-se em ações e instituições beneficentes.

Apresentação do Coral Vozes do Caminho no aniversário do Mercado Municipal do Tucuruvi:

Posted by Jornal SP Norte on Saturday, August 5, 2017

O “tempero” da festa ficou, além dos vários boxes dos mais variados tipos de alimentos, por conta do público, que acompanhou as músicas do Coral Vozes do Caminho. Conhecido por muitos munícipes, principalmente os que vivem no bairro do Tucuruvi, o mercado foi fundado em 1949 e esteve presente por 20 anos em um galpão localizado na Av. Nova Cantareira, no 1.776. Depois, mudou-se para ali perto (no 1.686), onde está até hoje.

Privatização dos mercados e sacolões municipais causam temor em comerciantes

O evento também contou com a presença do vereador Mário Covas Neto (PSDB). O tucano circulou pelo Mercadão e conversou com comerciantes, ao lado de Pedro Lopes, administrador do Mercado Municipal.

A presença do vereador vai ao encontro da atual situação que tramita na Câmara dos Vereadores. Os Mercados Municipais fazem parte do Programa Municipal de Desestatização – ou privatização – de locais públicos da Capital, projeto proposto pelo Prefeito João Doria (PSDB). O projeto foi aprovado em primeira votação.

foto: André Bueno/CMSP

Os 14 mercados municipais e 17 sacolões fazem parte do programa, além da gestão do Bilhete Único, parques, praças, mobiliário urbano, terminais de ônibus, entre outros locais. De acordo com a Prefeitura, caso os vereadores aprovem as medidas, as privatizações vão gerar uma economia prevista de R$ 5 bilhões ao ano.

Antes de ir à votação, cada setor está passando por uma série de audiências públicas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A primeira audiência foi realizada na última sexta-feira (4/8), sobre a concessão do sistema de bilhetagem do transporte público. Nesta segunda (7/8), às 15h, o Salão Nobre da Câmara Municipal recebe os encontros para debater os sacolões e mercados municipais.

O tema tem causado controvérsia, como mostra a reportagem de Rafael Italiani para o site da Câmara. De um lado, os comerciantes temem que os alugueis dos boxes sofram aumentos, além da eventual perda de seus negócios – muitas famílias trabalham em mercadões e sacolões há mais de 50 anos.

De outro, a Prefeitura afirma que os estabelecimentos geram receita de R$ 8 milhões. Diante deste número, os comerciantes são críticos à proposta de privatização, já que os sacolões e mercadões dão lucro. Um questionamento dos vendedores é se serão incluídos nos editais de concessão em uma eventual aprovação do projeto em segunda votação na Câmara.

Wilson Poit, secretário municipal de Desestatização e Parcerias, afirmou que a participação das associações de vendedores poderão participar dos editais, e que as reformas de todos os estabelecimentos fariam a Prefeitura gastar R$ 90 milhões, “o que pode ser feito pela iniciativa privada”.

Mario Covas Neto é crítico à forma de como o tema está sendo conduzido na Câmara. Em vídeo postado na página do vereador no Facebook, Covas Neto afirma que entrou com um mandado de segurança contra o presidente da casa, Milton Leite (DEM).

“Não contra o projeto do prefeito João Doria. Eu não estou contra o Prefeito, contra a administração municipal. Não estou porque fiz parte dela, pedi voto pra ela, e tenho procurado ajudar. Agora, não dá, como presidente da CCJ eu ignorar uma ilegalidade que está sendo praticada pelo presidente da Câmara”, afirma.

Neto explica que fez questões de ordem, e que está “brigando pela legalidade”, já que é um “projeto de magnitude e que está sendo passado ‘tratorado’ pela Câmara”.  Veja o vídeo:

De uma vez por todas e para que não surjam mais dúvidas: não sou contra o Plano Municipal de Desestatização. Não sou contra a gestão João Doria. Muito pelo contrário! Meus questionamentos são outros e direcionados ao presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Sua condução na aprovação desse e de outros projetos é afoita e atropela o regimento. Sendo assim, entrei com um mandado de segurança contra esse ato ilegal do presidente da Casa.

Posted by Mario Covas Neto on Saturday, August 5, 2017

Confira abaixo as fotos da festa!

*com informações do portal da Câmara Municipal de São Paulo

 



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