Imóveis

Ano começa com juros menores e créditos maiores para financiamento imobiliário

O mercado imobiliário já projeta um 2018 melhor, em comparação com outros anos. Diante da crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos, as notícias do fim de 2017 para o setor foram positivas: os lançamentos têm previsão de ficarem entre 5 e 15% maiores em relação a 2016, quando todos os dados de 2017 forem fechados. Nesse cenário, a expectativa é que a curva continue ascendente.

Nesse contexto, mudanças promovidas em linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal prometem turbinar o setor imobiliário. No início de janeiro, o banco – responsável por quase 70% dos financiamentos em todo o país – anunciou diversas novidades para aquecer os negócios imobiliários.

A linha de empréstimo pró-cotista, suspensa em junho de 2017, retornou ao catálogo do banco. Esta linha é destinada a que não se encaixa nas regras do Minha Casa Minha Vida e tem juros menores.

O público-alvo da linha pró-cotista são trabalhadores com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e possui taxas que variam de 7,85% a 8,85% ao ano. No total, R$ 4 bilhões foram disponibilizados para esta linha de financiamento, que pode ser paga em até 30 anos e possui teto de R$ 950 mil – também válido para outras modalidades de pagamento, como o Minha Casa Minha Vida, e SBPE.

O trabalhador precisa comprovar contribuição ao FGTS de mais de três anos, seguidos ou em partes, e a conta precisa estar ativa – ou seja, o comprador do imóvel precisa estar empregado e contribuindo mensalmente com o fundo.

Outra novidade é referente ao aumento no teto de financiamento de 50 para 70% destinada a imóveis usados. É um retorno ao teto observado no primeiro semestre de 2017, já que o valor foi reduzido para 60%, em agosto, e 50%, em setembro.

Secovi projeta crescimento de forma moderada

Comparando os números de 2016 para 2017, o Secovi-SP tem perspectivas de crescimento na ordem de 25% nas vendas de imóveis. Para este ano, a entidade crê que o mercado cresça, mas de forma moderada. “Confiança é a mola propulsora na decisão pela aquisição e pelo financiamento imobiliário. Com ela, empresários e consumidores se animam, movimentando mais o mercado”, considera Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

O mercado de imóveis novos também será impactado pelas mudanças da Caixa, de acordo com Petrucci. “Muitas pessoas dependem da venda de um imóvel usado para comprar um novo. Com regras que facilitem o financiamento de unidades no setor secundário, esse comprador chega ao segmento de imóveis novos mais facilmente”, afirma.



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