Em um ano, Prefeitura cumpre apenas 5% das metas de educação

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O Programa de Metas é um instrumento obrigatório, regido por lei, desde 2009. Neste documento, o prefeito eleito ou reeleito apresenta as propostas de ações, obras ou outros itens importantes à cidade para os próximos quatro anos. A discussão com a população é fundamental na construção do programa.

O paulistano pode acompanhar o andamento dessas ações por meio da plataforma Planeja Sampa. Ali estão detalhadas as metas, intervenções e porcentagens obtidas conforme a Prefeitura avança – ou não – em determinado ponto. É possível ver se a Prefeitura cumpriu com suas propostas e, com isso, cobrar melhorias.

Enquanto a gestão anterior de Fernando Haddad tinha 123 metas, com 66 cumpridas, a prefeitura de João Doria (PSDB) estabeleceu 53, de maneira a tornarem as ações mais “racionais”.

Para balizar e acompanhar esse processo, a Rede Nossa São Paulo – criadora da iniciativa que virou lei – divulga, anualmente, balanços do Programa de Metas. O último balanço, referente ao período de 2017, foi divulgado na terça-feira (17/4), poucos dias depois de Doria abandonar a prefeitura para disputar o governo do Estado.

Em números, o balanço indica que quatro das 53 metas foram concluídas. Outras 29 não tem avanços, e 20 estão em andamento. De acordo com a Rede Nossa São Paulo, essas 29 metas sem progresso são relacionadas às ações que não possuem dados no site Planeja Sampa.

Abrigo criado no bairro do Canindé. (foto: Leon Rodrigues/SECOM)

Os resultados parciais do levantamento indicam uma média de execução de 32%, e os avanços foram maiores nas metas de desenvolvimento Social e desenvolvimento econômico – o programa é dividido em cinco eixos; além destes, há Economia e Gestão, Urbano e Meio Ambiente, e Institucional (o que menos avançou).

As áreas que menos avançaram neste primeiro ano de gestão foram educação (5%), habitação (8%), mobilidade (9%) e saúde (11%). O contraponto, aqui, está em temas em que a Prefeitura teve dificuldades em impor regras ou mudanças, como a velocidade nas Marginais e os professores da rede pública. Algumas das metas que não foram iniciadas, de acordo com a Prefeitura, terão seus resultados definitivos para o primeiro ou segundo semestres de 2018.

No sentido inverso, assistência social lidera, com 80% da execução cumprida. Na sequência: meio ambiente (55%) e cultura (37%). A eficiência na assistência social se dá pelo cumprimento de metas, como o acolhimento de 90% da população de rua, com abrigos fixos ou temporários. Por outro lado, a Prefeitura ainda enfrenta resistência e polêmica na região da Cracolândia, no centro.

Acesse jornalspnorte.com.br/balanço-metas-prefeitura e veja o detalhamento completo do levantamento e mais reportagens sobre o Programa de Metas de São Paulo.

Para ler mais

Rede Nossa SP: Tabela completa com os dados e metas analisadas

Estadão: Secretário de Gestão diz que análise é “superficial” e primária”

Folha: Reportagem mostra balanço no fim de 2017, com promessas do ex-Prefeito durante a campanha

Nexo: Análise mostra o que deve ser feito, o que é “possível” e o que é “realidade”

foto (topo): Fernando Pereira/SECOM