Marcelo Segredo / Bancos terão que devolver dinheiro de dívidas quitadas

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É isso mesmo. Os bancos terão de devolver dinheiro de todas as dívidas já quitadas nos últimos cinco anos. Você não está acreditando, né? Mas isso é possível, sim. Acompanhe este vídeo até o final que eu vou explicar tudo detalhadamente.Como você sabe, há mais de 28 anos atuando contra os abusos do sistema bancário, recentemente nossa equipe de peritos e advogados desenvolveu uma tese inédita. Foram meses de muito estudo envolvendo todos, mas o resultado foi eficaz e tem deixado os bancos apavorados. Todo o sistema bancário foi pego no contrapé, sem poder de reação, sem argumentação. Provamos que o sistema bancário atua de forma ilegal no país, prejudicando pessoas físicas e jurídicas, obtendo lucro de forma ilegal e abusiva sobre todos, atropelando nossa Constituição Federal. O conteúdo que apresento é inédito. E posso afirmar que você não encontrará nada igual no mercado. Ele será útil para libertar os endividados do sistema bancário. Por isso, compartilhe essa informação.Todos sabem que os juros no Brasil, apesar de serem os mais abusivos do mundo, têm todo um respaldo do governo, além de um pouco de má vontade dos nossos governantes em resolver esse problema para o povo. Porém, com suporte na nossa Constituição, encontramos um valor agregado aos juros que os tornam ilegais e não deixam nenhuma escapatória para o banco.Vamos entender o que diz a Constituição Federal sobre o sistema financeiro como um todo.Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram.Vamos lá. Repetindo: o sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País, abrange até mesmo as cooperativas, certo? Portanto, engloba todo o sistema bancário.A não ser que esses caras mudem a Constituição Federal, eles estão literalmente bem enrolados a partir de agora. Veja por quê.Já expliquei em outros vídeos aqui no canal o que é o spread bancário. Mas não custa deixar tudo transparente.O spread bancário nada mais é do que a diferença entre a taxa Selic, a taxa básica de juros do mercado, ou o custo do dinheiro para o sistema bancário, e os juros cobrados pelos bancos em seus produtos bancários.Hoje a taxa Selic é de 2% ao ano, ou 0,1667% ao mês. Logo, se um banco cobra 10% de juros, o spread bancário é a diferença da taxa Selic para os juros cobrados.Bom, eu acredito que até aqui você já entendeu. A questão é: se o custo de captação do dinheiro é tão barato (2% ao ano), por que os bancos cobram juros abusivos de nós?Eles alegam que a inadimplência é muito grande e precisam se proteger dela. E é exatamente aí que nós pegamos todos de surpresa.Veja o que compõe o spread bancário:Observe que os bancos já têm uma proteção financeira que os resguarda da previsão de 30,90% de inadimplência.Isso na prática quer dizer o seguinte. Você foi ao banco pedir um empréstimo, e ele vai cobrar 6% ao mês de juros. Dentro desses 6% existe uma previsão de 39,20% de que você não vai pagar essa dívida (Spread 2017). Logo, os juros reais seriam de 3,65%; 2,35% o banco cobrou a mais prevendo que você poderá não pagar a dívida. Se você pagar sua dívida em dia e quitar o contrato, estará pagando a mais por outra pessoa que não pagou a dívida. Entendeu?Agora, me diga: isso fere ou não fere o artigo 192 da Constituição Federal, onde está o “promover o desenvolvimento equilibrado do País”? Sem contar vários artigos do código do processo civil e do Código de Defesa do Consumidor.Veja, se eu paguei a dívida em dia, sem colocar o banco em risco, não posso ser penalizado, pagando 2,35% a mais de juros. Tenho, sim, o direito de ser ressarcido de tudo o que foi cobrado a maior, em dobro com juros e correção monetária. É isso que reza o Código de Defesa do Consumidor.Veja este exemplo:Data do contrato             10/01/2017 Empréstimo                      R$ 20.000,00 Prazo                               36 meses Juros                               6% ao mês Prestação                        R$ 1.367,90 Veja este outro exemplo:Data do contrato             10/01/2017 Empréstimo                       R$ 20.000,00 Prazo                                36 meses Juros                                3,65% mês Prestação                         R$ 1.007,05Diferença cobrada a maior de R$ 360,85 por prestação e de R$ 12.990,67 no contrato. Agora vamos atualizar essa diferença cobrada a maior usando o mesmo excesso de juros de 2,35% que o banco cobrou, para corrigir o que ele deve me devolver até a data de hoje, e teremos R$ 36.099,14 de crédito.Agora imagine essa diferença para pessoas e empresas com encadeamento contratual ao longo dos anos, um contrato quitando o outro. Poderá ser usado o crédito de um contrato anterior para reduzir o saldo devedor do novo contrato e assim sucessivamente, aplicando a tese do spread bancário desenvolvida pela nossa equipe.O spread bancário ou, melhor dizendo, essa cobrança de juros a maior pela inadimplência é empregada pelo banco em todos os produtos bancários.Empréstimos Consignados – Essa margem contra inadimplência também está incluída nos contratos de empréstimos consignados. Mas como assim? O consignado já não é descontado direto em folha? Se não bastasse essa garantia de recebimento, na maioria dos consignados os bancos também cobram o seguro prestamista. Como pode o banco exigir uma garantia tripla de pagamento?Como nos consignados é muito comum os bancos oferecerem renegociações, quando um contrato está chegando no meio, eles oferecem uma renovação. Assim, muitos aposentados e pensionistas terão direito de rever todos os contratos já quitados.Estamos num período de crise econômica em que, de forma nenhuma, você deverá refinanciar dívidas, assumir prestações, parcelamentos. Não sabemos qual será o rumo da economia mundial.Observe que todo e qualquer ramo de atividade está sujeito a riscos, a incertezas, a prejuízos. Por que única e exclusivamente o sistema bancário pode se proteger de prejuízos?Mais uma vez, onde está o desenvolvimento equilibrado da economia do País, quando o sistema bancário continua auferindo lucros exorbitantes mesmo em períodos de recessão econômica, enquanto milhares de empresas fecham as suas portas?Nós encontramos a falha que existe dentro desse sistema financeiro cruel, inescrupuloso e predatório que tem levado milhares de famílias ao ciclo do endividamento e empresas à falência. Agora é com você. Ah, não deixe de compartilhar esse vídeo. Muitos de seus amigos podem estar passando por situação bem parecida. Mas têm vergonha de dividir o problema até com você.
marcelo-segredo
Consultor financeiro, palestrante, ex-presidente da ONG ABC (Associação Brasileira do Consumidor), criador da “Clínica Financeira” e “Casamento & Negócios”, diretor presidente da Marcelo Segredo Assessoria Empresarial Fone: 3360-2902 site: www.marcelosegredo.com.br e-mail: marcelo@marcelosegredo.com