Turismo

A Belém dos paladares, aromas e cores

A capital que tem praticamente nome e sobrenome, Belém do Pará, é um reduto de arte e cultura, desde as fachadas dos casarões históricos ricamente adornados à arte urbana e gastronomia. Traduzida em cores, aromas e sabores, a cidade de 1,4 milhão de habitantes vem se tornando cada vez mais cosmopolita e evidenciando que a beleza é marca do lugar, tanto por meio das mãos do homem quanto pelos contornos feitos pela natureza – amplamente generosa ao juntar ilhas e águas no mesmo cenário.

Belém é uma cidade que valoriza programas culturais. Os bairros mais antigos – Cidade Velha, Campina e Reduto – integram dezenas de espaços, entre os quais estão museus, galerias, bares, cafés, lojas de artigos de música, restaurantes, com programações itinerantes que fazem a arte circular pelo coração do centro histórico.

Outra prova de que Belém quer preservar seus patrimônios, mas não hesita em encarar a modernidade, está no processo de revitalização pelo qual passou. Algo que começou às margens do Rio Guajará. Nessa região portuária foi construído um complexo turístico que não deve nada ao nosso hermano de Buenos Aires Puerto Madero. Trata-se da Estação das Docas, constituída por três armazéns que abrigam points gastronômicos, lojas, teatro e locais para eventos. O pôr do sol ali é um espetáculo à parte.

Falando em gastronomia, lugares para apreciar os sabores regionais não faltam. Aliás, alguns ingredientes são bem difíceis de encontrar aqui no Sudeste, o que torna o momento das refeições um passeio pelas tradições paraenses. O “pato no tucupi” (líquido amarelo retirado da mandioca brava) talvez seja o prato mais famoso; e se o leitor for adepto aos frutos do mar, o “Caruru paraense” cairá muito bem. Feito com camarões secos, temperos diversos e azeite de dendê, é de comer rezando!

Ainda na Belém urbana, é impossível deixar de visitar o Ver-o-Peso, uma das maiores feiras livres do mundo. Lá se encontram todos os tipos de castanhas, misturas medicinais, frutas, farinhas, galinhas (vivas!) e até o tal do tucupi (que deve ser cozido por um bom tempo antes do consumo, já que cru o extrato é venenoso).

E existem oásis naturais em Belém. Um deles é o parque ecológico Mangal das Graças, muito bem cuidado. É ideal para se refrescar, pois a cidade tem calor não apenas na hospitalidade das pessoas; a temperatura também é bem elevada – apenas vale ter cuidado com a segurança, nos finais de semana. Se quiser dar uma fugida para o meio do mato, a Ilha do Combu é parada obrigatória.

Distante apenas dez minutos de barco da área urbana, é possível deleitar-se com banho de rio, tendo como visual a cidade de Belém ou embrenhar-se pelos caminhos de árvores centenárias. De quebra, só para comer mais um pouquinho, lá estão excelentes restaurantes caseiros de comida regional e um local apreciadíssimo por quem ama chocolates. Fabricados de maneira artesanal com 100% de cacau colhido na própria ilha, são os chocolates usados inclusive pela alta gastronomia paulistana.

Em Belém, parece que todos os elementos se unem: história, natureza, cultura, clima, paladar, gente. É essa gente hospitaleira que faz da cidade um local tão exótico e que faz o viajante ter o desejo de voltar.

fotos: Embratur e Tássia Barros- Comus/Fotos Públicas



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