Zona Norte

Biblioteca de SP, no Parque da Juventude, concorre a prêmio internacional

Experiências transformadoras existem aos montes. Elas estão nas mudanças do ser, nas aptidões adquiridas nos estudos ou no trabalho, na forma de gerir ou governar, e nos espaços e lugares. Nosso redor está repleto dessas experiências. Aqui na Zona Norte, entre tantos, há um marcante: a transformação da antiga penitenciária do Carandiru no Parque da Juventude.

Ali, em meio ao verde, um prédio se destaca. Uma das edificações do antigo presídio foi transformada na Biblioteca de São Paulo, um dos espaços públicos mais ativos da Zona Norte, inaugurada em 2010. Extrapola a leitura para integrá-la com outros meios e atividades, muitas delas diárias. Jogos, contação de histórias, música, teatro, enfim: um espaço de integração e disseminação de cultura, uma “biblioteca viva”.

Essa proposta, agora, é finalista do The London Book Fair International Excellence Awards 2018. O prêmio, oferecido pela feira London Book Fair – considerada uma das mais relevantes do mundo, junto com Frankfurt (Alemanha) e Guadalajara (México), será anunciado em 10 de abril.

“Nossa missão, como biblioteca contemporânea, é de servir como uma praça cultural destinada ao encontro das pessoas e comunidades, à discussão e à criação de conteúdos. Essa indicação é o reconhecimento internacional do trabalho feito ao longo desses anos para oferecer à população uma biblioteca cidadã”, afirma Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, entidade pública gestora do espaço.

A Biblioteca de São Paulo concorre na categoria Melhor Biblioteca do Ano, junto com espaços de  Oslo (Noruega), Aarhus (Dinamarca) e Riga (Letônia). A premiação destaca as mais bem sucedidas iniciativas internacionais na área do livro, em 17 quesitos: festival literário, publicações, livraria, tradução, inovação digital, entre outras.

O Brasil concorre em outras quatro categorias: Melhor Publicação Profissional e Acadêmica (Editora Atheneu), Melhor Editora de Audiolivro (Ubook.com), Melhor Iniciativa de Acessibilidade à leitura (Fundação Dorina Nowill para cegos) e Inovação (TAG Experiências Literárias).

A BSP está instalada em uma área de mais de quatro mil m², e possui um acervo de mais de 43 mil itens entre livros, revistas, jornais, jogos, filmes, etc. Anualmente, recebe 300 mil pessoas para as mais diversas atividades.

“Além do trabalho de excelência que realiza, a Biblioteca de São Paulo acolhe o cidadão, seja ele um leitor assíduo, seja alguém que nunca pisou nesse tipo de ambiente e pode ter despertada a prática da leitura. A biblioteca é importantíssima para ambos. Essa indicação é um grande estímulo para todos nós e mostra que estamos trilhando o caminho certo”, afirma o secretário de Estado da Cultura, José Luiz Penna.

Brasileiro lê (um pouco) mais

Em 2016, a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil indicou que 56% da população lia livros em 2015 – eram 50% em 2011. Por ano, lemos 4,96 livros por ano – aqueles que leram uma obra, em partes ou inteiro, pelo menos uma nos últimos três meses.

Destes, 2,88 foram lidos por vontade própria, e 0,94 indicados pela escola. Entre todos os livros lidos, 2,43 foram completos e 2,53 consumidos em partes.

Não são números animadores – ainda que tenham aumentado em relação ao levantamento anterior. Até porque, na época, 74% da população não comprou nenhum livro nos três meses anteriores – e 30% dos entrevistados nunca comprou uma obra literária. O hábito de ler fica em 10º quando há tempo livre e, 41% dos entrevistados, somados, afirmam não gostar de ler (28%) ou não ter paciência para ler (13%). A Bíblia ainda é o livro mais lido.

Por outro lado, um número animador: são mais leitores na faixa de idade entre 18 e 24 anos: de 53% em 2011 para 67% em 2015.

fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Cultura e Estadão (pesquisa)
fotos: Divulgação/Equipe SP Leituras



Topo