Editorial

Briga entre Bolsonaro e PSL não pode travar o Brasil

Antes desconhecida pela maioria da população, o Partido Social Liberal conseguiu a façanha de eleger um Presidente da República e, com ele, fazer a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados Federais. Um feito em tanto, certo? Seria, pois a realidade é que a proeza dessa conquista foi do próprio presidente Bolsonaro.

É preciso ser honesto, o PSL que hoje é “gigante”, caso Bolsonaro saia voltará a ser minúsculo. Assim como tantos outros partidos, ele possui as laranjas podres envolvidas com esquema de corrupção, o que chega a ser constrangedor para alguém que se elegeu defendendo a bandeira anti-crime.

Por sua vez, Bolsonaro também não é lá chegado em “fidelidade partidária”. Em seus 30 anos de vida pública, passou por oito partidos, sendo que pelo Partido Progressista (PP) frequentou por duas vezes.

Desta vez Bolsonaro, sem querer ou não, expôs seu descontentamento com a sigla. Algo que provocou raiva – e um pouco de desespero – por parte do presidente do PSL, Luciano Bivar, que deu a entender que o Presidente da República “já está afastado”do partido.

A tarefa de ser o “adulto” da história ficou com o senador Major Olimpio (PSL-SP). Mesmo com a perplexidade inicial, procurou mediar a situação, enaltecendo a importância do partido para a eleição do presidente e destacando as qualidades de Bolsonaro.

O que a gente espera dessa briga entre PSL e Bolsonaro é que o Brasil não fique estagnado na crise. Dados recentes mostram que a economia está voltando a crescer e tudo o que não precisamos são de brigas de egos, mas sim que as instituições funcionem à favor do Brasil.



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