Cães e Gatos perdidos estão entre os 30 milhões de animais vivendo nas ruas do Brasil

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Brasil tenha 30 milhões de animais vivendo nas ruas, sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. A nota da OMS data de 2013, o que leva a crer que esse volume de pets sem lar pode, inclusive, ter aumentado nos últimos anos já que as medidas de castração em massa por governos municipais e estaduais ainda são discretas em todo o país.

Outro fator a ponderar é que nesses 30 milhões não estão apenas animais abandonados e nascidos nas ruas, mas também perdidos. Levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB) aponta que 4 milhões de animais do país vivem em condição de vulnerabilidade, ou seja, não estão completamente desamparados, mas sendo atendidos, nas ruas ou em abrigos, por protetores e ONGs. E entre esses também estão inúmeros cães e gatos que um dia se perderam e nunca mais conseguiram retornar às suas famílias.

Há um ano e meio, o publicitário André Rodrigues resolveu criar a AlertPet visando justamente ajudar as pessoas que perderam seus animais de estimação em todo o país: “Perder um animal gera uma angústia muito grande e então desenvolvi um sistema de disparo de alertas na região em que o pet se perdeu para ampliar as buscas. A AlertPet já encontrou mais de 700 animais entre cães, gatos e aves”.

Segundo o empreendedor, a empresa impacta mais de 6 milhões de pessoas por mês levando-se em consideração todas as mídias e redes sociais como Instagram, Facebook, Google e YouTube onde são anunciados os pets perdidos. No site da empresa (www.alertpet.com.br) há depoimento de tutores que reencontraram seus animais e um “Buscador Pet”, identificado por meio de um globo terrestre, onde as pessoas que avistam um animal perdido têm a oportunidade de checar se o mesmo consta da galeria de animais procurados.

“A vantagem de um sistema de alertas em comparação com os cartazes e posts que os próprios tutores espalham, é um alcance mais eclético de pessoas. Além de cercarem de maneira mais abrangente os quarteirões perto da casa e até mesmo do bairro do pet perdido, os alertas atingem todo tipo de pessoas e não só os amantes de animais reunidos em grupos específicos das redes sociais. Os alertas podem cobrir até mesmo uma cidade inteira na hipótese de o pet ter ido parar mais longe”, explica.

E complementa: “Conforme a necessidade dos tutores, fui implementando itens diferenciais como um blog com dicas para buscas por terra, ditadas por especialistas no assunto e cartaz interativo com o QR Code da página desenvolvida, exclusivamente, para o pet perdido na internet e por onde o tutor pode ser imediatamente contatado”.

Entre os cases de sucesso da empresa, divulgados em seu site, está a história do labrador Beethoven, que fugiu de casa durante uma distração de seu tutor: “Graças ao disparo de alertas, uma pessoa identificou o cachorro numa oficina mecânica no Rio e avisou o tutor. De lá ele foi levado para Minas Gerais. Foram 15 dias de angústia, mas que resultaram num reencontro emocionante”, diz Rodrigues.

Em São Paulo, o site destaca outros dois cases. Um deles protagonizado pela calopsita Clotilde, que fugiu pela janela e, em dois dias, mobilizou tutores e a vizinhança na busca de seu paradeiro até ser identificada, por meio de um alerta, por uma moradora local. E o caso da gatinha Bia, que foi encontrada depois de cinco meses de desaparecida também com a ajuda de um alerta disparado pela empresa.