Casarão Vila Guilherme a caminho de um novo centro cultural

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:: Ana Cláudia Sacomani

O Jornal SP Norte vem retratando ao longo de suas edições o destino do Casarão da Vila Guilherme. Localizado na Rua Coronel Jordão junto à Praça Oscar da Silva, o espaço faz parte do Programa de Metas da Prefeitura, cujo principal objetivo é torná-lo equipamento público. Meta 27: “Construir, requalificar ou reformar 16 equipamentos culturais”.

Conforme o jornal relatou na edição (no 663), abandonado há dez anos, a reivindicação da comunidade é que o local seja transformado em Centro Cultural, com atividades de dança, teatro, cinema, música e outras manifestações artísticas. A construção foi tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural, Ambiental da Cidade de São Paulo em 2013 e, em abril de 2014, foi ocupada por agentes culturais que querem transformar o espaço em um centro de cultura. O custo total da meta é de R$ 67,5 milhões, algo entre R$ 4,2 milhões por equipamento cultural.

A novela parece estar chegando ao fim. Existem relatos de que em breve o Casarão se tornará, enfim, em Centro Cultural. Porém, a data de sua inauguração ainda não foi confirmada. Nossa reportagem esteve no local na manhã de terça-feira (19/4) e retratou a reforma do lado externo, já que o local permanece fechado. A princípio, o Subprefeito da Vila Maria/Vila Guilherme, Gilberto Rossi, e o engenheiro responsável pela obra, Paulo Ruano, iriam nos acompanhar nesta visita. Agendada para segunda-feira (18/4), a visita foi adiada para terça-feira (19/4). Até o fechamento desta edição não obtivemos resposta.

Verba

Atendendo às reivindicações da população e do Conselho Participativo, o Prefeito Fernando Haddad liberou a verba e determinou a Rossi, durante vistoria no dia 27 de março de 2015, a realização das obras. A verba estimada em R$1,5 milhão seria para as reformas emergenciais como telhado, forro, janelas, entre outros.

O Casarão construído na década de 1920 abrigou inicialmente o Grupo Escolar Vila Guilherme, primeira escola da região, e, em seguida, o terreno virou sede da administração regional da Vila Maria/Vila Guilherme. Com a criação das subprefeituras, o número de funcionários aumentou e o órgão transferiu-se para outro endereço.

Outras casas e ocupações

O processo de ocupação de imóveis abandonados para a futura criação de Casas de Cultura é comum. Na Região Central, um imóvel localizado no bairro da Consolação tornou-se Casa de Cultura.

A “Casa Amarela”, como ficou conhecida, estabeleceu-se no local após disputa judicial, pois o prédio envolvia dívidas do INSS, então proprietário. Na Zona Norte, as Casas de Cultura Salvador Ligabue (na Freguesia do Ó), Tremembé e Brasilândia são referência para a população, promovendo programação de atividades de forma gratuita e inclusiva.