Histórias

Celebrar o Dia das Mães é celebrar nossa história

É comum discordar. Ter opinião diferente é fundamental para qualquer sociedade, mas se tem uma coisa que todos concordam é que as mãe são a espinha dorsal da família. Desde que a humanidade se formou, as matriarcas tiveram/têm um papel fundamental na consolidação do nosso caráter, valores e educação.

Antes da criação da data oficial, há registros de celebrações e rituais à figura maternas e de fenômenos envolvendo a fertilidade. Na Idade Média, havia também muitas referências a respeito da figura da Mãe, sobretudo o simbolismo judaico-cristão com as figuras de Eva e Maria, mãe de Jesus.

O Dia das Mães foi oficializado em maio de 1905, quando a jovem Ann Jarvis perdeu sua mãe. O sofrimento dela tornou-se motivação, com ajuda de outras moças, organizou um dia especial para homenagear todas as mães e para valorizar a figura materna.

Já no Brasil o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, exatamente a data deste ano, dentro da Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houveram outros focos de comemoração, geralmente associados a instituições religiosas.

Em meio ao processo de disputas sociais, como o voto feminino, as mulheres tiveram mais uma conquista. Foi em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães foi oficializado e passou a ser celebrado igual ao modelo dos Estados Unidos, sendo todo segundo domingo do mês de maio.

Ser mãe é sinônimo de coragem. A maioria delas enfrentam jornada dupla (trabalho/tarefa doméstica) e muitas chegam à jornada tripla (trabalho/tarefa doméstica/estudo). Como se não bastasse, algumas enfrentam o abandono do parceiro, deixando a responsabilidade da criação do filho somente para ela. Mesmo com a paternidade negada, chegando a 5,5 milhões de criança, a mulher assume a função de mãe/pai na criação da criança.

Como ninguém é de ferro, as mamães também precisam ter um tempo para elas. Pequenas atitudes podem se incorporar no cotidiano para melhorar a qualidade de vida. Praticar bons hábitos pode fazer toda a diferença. E não se esquecer, à noite, de desligar os eletrônicos e a TV para conversar e estreitar os laços com a família.

Ter um tempo para cuidar de si mesma também é fundamental. Afinal, se a mulher estiver bem consigo, esse bem-estar reflete na família toda, criando a harmonia e o equilíbrio no seio familiar.

De lá pra cá a vida das mulheres mudou. Hoje elas conquistaram as ruas, o mercado de trabalho, a ciência (com a recente imagem do buraco negro, feita pela Katie Bouman), os cargos públicos e, o mais importante, a independência!



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