Como vai funcionar a flexibilização da quarentena em São Paulo?

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Desde o anúncio da flexibilização da quarentena na Capital Paulista, muitos comerciantes se animaram com a possível volta da normalidade na economia. No entanto, apesar da reabertura de alguns setores, ainda há bastante restrições.

Nesta quinta-feira (28), o prefeito Bruno Covas (PSDB) esclareceu como será esse plano de flexibilização no comércio de São Paulo. De acordo com o gestor a reabertura não acontecerá “de uma vez”. Segundo o governador João Doria (PSDB), a regulamentação da abertura será a critério das prefeituras.

Então, como vai funcionar a reabertura?

O prefeito Covas declarou que a reabertura do comércio dependerá das propostas de acordo setorial. Ou seja, para o comércio reabrir, ele deverá enviar um plano de reabertura no qual deverá constar os critérios de exigências sanitárias, como redução de clientes, medidas de higienização, entre outras:

  • Controle de entrada e saída de clientes;
  • Restringir a abertura de cinemas, operações de entretenimento e atividades para crianças nos shoppings;
  • As concessionárias deverão oferecer máscaras a todos os funcionários e clientes, além de disponibilizar álcool em gel;
  • As imobiliárias podem agendar visitas a imóveis apenas para uma família por vez.

Os planos serão analisados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Em seguida, esses protocolos serão avaliados pela Vigilância Sanitária do município.

Grande São Paulo

O único município da Grande São Paulo que terá uma flexibilização da economia é a capital paulista. Com isso, as cidades que fazem divisa com São Paulo como Osasco, Guarulhos, Franco da Rocha e entre outros não serão beneficiados com a flexibilização.

Plano São Paulo

O programa será dividido em cinco fases, no qual vão do nível máximo de restrição ao “normal controlado”. Segundo a gestão estadual, o objetivo é assegurar atendimento de saúde à população e garantir que a pouca disseminação do coronavírus (covid-19). Confira quais serviços abrirão em cada fase do plano:

Vermelho – Alerta máximo

  • Apenas serviços essenciais – o que já está em vigor no Estado de São Paulo.

Laranja – Controle

  • Atividades imobiliárias – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (20%);
  • Concessionárias – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (20%);
  • Escritórios – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (20%);
  • Comércio de rua – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (20%);
  • Shopping Center – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (20%);

Amarelo – Flexibilização

  • Atividades imobiliárias – normalmente;
  • Concessionárias – normalmente;
  • Escritórios – normalmente;
  • Bares e restaurantes – Apenas ao ar livre, horários reduzidos e capacidade reduzidas (40%);
  • Comércio de rua – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (40%);
  • Shopping Center – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (40%);
  • Salão de beleza – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (40%).

Verde – Abertura Parcial

  • Atividades imobiliárias – normalmente;
  • Concessionárias – normalmente;
  • Escritórios – normalmente;
  • Bares e restaurantes – Apenas ao ar livre, horários reduzidos e capacidade reduzidas (60%);
  • Comércio de rua – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (60%);
  • Shopping Center – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (60%);
  • Salão de beleza – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (60%);
  • Academia – com horários reduzidos e capacidade reduzidas (60%);

Azul – Normal Controlado

  • Abertura normal do comércio.