Caminhando com Versos

Consciências estreitas

 

Neste dia das crianças, a poesia do narrador e poeta Kléuber Ricardo. Dê o play e acompanhe!

Consciências estreitas

Ruas tão largas com consciências estreitas

Nelas estão as camas de papel nas sombrias

Calçadas, com luzes artificiais, misturadas

À luz natural, vindas dos olhos de Deus

São crianças, das famílias marcadas pelo lodo

Das mãos esquecidas de todos,  nas sarjetas

Escorrem os valores da inocência, nas vias

Pulsando, os coraçõeszinhos, ali ficam escondidas

Tantas esperanças, manchadas nos sorrisos, só seus

Na escola dessas crianças, o livro está nos rostos.

 

E a escolinha da primeira infância ?

Hoje a bola é da fumaça,  o pipa são os devaneios, andam vagando

A procura do nada, alimentados pela inconsciência de muitos

Filhos da rua, nesse dia das crianças, seguem em silêncio

Na vida vazia, juntada ao medo, contrasta com a coragem

Ocupando todos os espaços, onde, esse poema é a distancia

Nas manobras dos passos perdidos, o lápis rabisca o pano de fundo

Das paredes do País, que não acalenta os vultos

Preciosos e brilhantes enterrados nos fósseis dos vícios

Encurralados, ao paraíso fácil e capaz da margem.



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