Zona Norte

Coronavírus: trabalhadores são deixados à própria sorte

Por conta da recomendação das autoridades públicas sobre o risco de disseminação do novo coronavírus (Covid-19), estabelecimentos comerciais estão fechando por tempo indeterminado e, com isso, demitindo ou dando férias à seus funcionários.

No entanto ainda não se sabe por quanto tempo essa crise vai persistir no Brasil e no mundo, e isso afeta diretamente a vida dos trabalhadores que foram demitidos e dos autônomo, que precisam de movimento na rua para tirar seu sustento.

Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal

Uma dessas pessoas que foram afetadas pela crise foi Lucas Oliveira, que trabalhava em uma produtora de eventos e agência de marketing, no qual fazia edições de vídeo e design digital. Ele foi avisado de sua demissão nesta segunda (16). Junto com eles, outros dois funcionários também foram demitidos.

“Não houve negociação, simplesmente disseram que não teriam mais condições de me manter na empresa”, desabafa Lucas Oliveira.

Oliveira revela que não trabalhava registrado, sendo assim não terá acesso aos benefícios da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Para se manter, ele tentará fazer freelances e aceitará “qualquer oportunidade [de emprego] que aparecer”.

“Não faria sentido proibir demissões”

Na última quinta-feira (19), o secretário Especial da Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, disse que não haverá qualquer tipo de proibição de demissões para os casos em que houver adiantamento de seguro-desemprego.

Demissões de trabalhadores

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo divulgou uma nota à imprensa pedindo ao Governo de São Paulo a garantia da manutenção do emprego e o pagamento de salário dos trabalhadores. A entidade representa 500 mil trabalhadores.

Outra nota, desta vez das centrais sindicais, foi divulgada criticando as propostas que o Governo Federal vem adotando para enfrentar a pandemia do coronavírus, como a de não proibir as demissões:

“Propor, como solução, a redução ou suspensão do salário do trabalhador ou a demissão é uma atitude, e não há forma amena de descrevê-la, vampiresca”

O texto ainda cobra do Governo Federal um melhor enfrentamento à crise: “Se o Estado não assumir seu papel – como deve assumir sempre, mesmo em momentos de normalidade, promovendo a justiça social – o país será assolado por uma situação de calamidade”.

Até o fim de abril, a Associação Brasileira das Lojas Satélites (Ablos) estima que até 5 milhões de desempregados no comércio pelo País.

Medidas do Governo Federal

No mesmo dia (19), a equipe econômica do governo Bolsonaro (Sem Partido) autorizou que empresas cortem até pela metade os salários e a jornada de trabalho de seus funcionários como forma de evitar o aumento do desemprego no país.

Uma das medidas anunciadas pelo Governo Federal foi a de distribuir vouchers (cupons) por três meses aos trabalhadores informais. A decisão terá um investimento de R$ 15 bilhões. O sistema do benefício será semelhante ao do Bolsa Família e começará s ser distribuído na próxima semana.

 




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