Covisa informa população sobre pontos importantes da campanha de imunização contra a covid-19

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Enquanto avança o cronograma de vacinação contra a Covid-19 na cidade de São Paulo, é comum que apareçam dúvidas sobre a campanha e a própria vacina. É obrigatório tomar? A pessoa pode escolher qual imunizante prefere ser medicada?

A vacinação na capital é feita com dois imunizantes: Coronavac, do Instituto Butantan, e a de Oxford / AstraZeneca, da Fiocruz. Nos dois casos são necessárias as duas doses para completar o esquema vacinal. E a regra é clara: quem tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 precisa tomar a segunda, do mesmo laboratório, para ficar resguardado.

Com a colaboração técnica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) esclarece algumas dúvidas sobre a vacinação. Além disso, a pasta reitera que os cuidados para evitar a contaminação devem continuar mesmo depois da vacina: usar máscara, higienizar bem e constantemente as mãos, e evitar aglomerações.

Confira abaixo alguns pontos importantes

Não obrigatoriedade da vacina
Receber a vacina não é obrigatório, mas é recomendável pois o imunizante é a forma mais eficaz de se proteger contra a Covid-19.

Intervalo entre a primeira e a segunda dose
O intervalo entre uma dose e outra é de 21 a 28 dias para a Coronavac, e de 12 semanas ou 84 dias para a vacina da Oxford / AstraZeneca / FioCruz, também chamada AZD1222 ou Covishield, conforme estiver grafado no comprovante de vacinação.

Possibilidade de escolha de vacina
Não existe a possibilidade de escolher qual vacina tomar. A distribuição e aplicação serão feitas conforme a disponibilidade dos lotes que a SMS receber de cada imunizante. Além disso, não há razão para dar preferência a uma vacina ou outra, pois ambas já foram aprovadas e liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e são eficazes e seguras.

A primeira e segunda doses devem ser do mesmo imunizante. Não podem ser administrados tipos diferentes de vacinas em uma mesma pessoa.

Controle de doses aplicadas
Todas as doses de vacinas administradas estão sendo registradas em um banco de dados oficial pelas unidades de saúde. O Programa Municipal de Imunização (PMI) da Secretaria da Saúde também faz um controle próprio do número e tipos de doses aplicadas e de estoque. Os números da vacinação estão disponíveis no boletim diário sobre a Covid-19, divulgado pela SMS no hotsite Coronavírus.

Quem já teve Covid-19 também deverá tomar a vacina
Ainda não há evidências científicas suficientes que garantam que quem já teve a doença esteja imune a uma nova infecção, portanto, a pessoa que já contraiu o novo coronavírus deve receber o imunizante.

Contraindicações
Quem tiver alergia a algum dos princípios ativos, como hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato, dissódico dihidrogenofosfato de sódio e loreto de sódio -no caso da vacina do Butantan- e L-Histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio, edetato dissodico di-hidratado – no caso da vacina da Fiocruz.

Além disso, quem apresentar reação adversa grave após tomar a primeira dose, o que não foi registrado no município até o momento, não deverá tomar a segunda dose.

Sintomas de Covid-19 no período de tomar a imunização
Caso a pessoa esteja com sintomas, ela não deve tomar a vacina, precisa procurar um serviço de saúde e seguir as orientações médicas.

Efeitos colaterais
Os estudos clínicos demonstraram que em alguns casos pode ocorrer dor no local da aplicação sem necessidade de quaisquer tipos de intervenção médica.

Imunização completa
Tanto a Coronavac como a Oxford/AstraZeneca atingem a eficácia total após a administração de duas doses. No caso da Coronavac, o intervalo entre as doses é de 21 a 28 dias. Já o imunizante de Oxford/AstraZeneca é administrado com intervalo de 12 semanas ou 84 dias.