Histórias

De terra dos índios a nome de disco: confira 5 curiosidades sobre o Imirim

Maio é um mês especial e de muitas comemorações para os moradores do Imirim. Isso porque, além do Dia de Nossa Senhora de Fátima, padroeira que empresta o nome para a mais antiga igreja do bairro, no domingo (13/05) o Imirim celebra 185 anos.

Ali se tornou um lugar próspero e agradável, com grande número de habitantes; durante o dia é movimentado pelos mais variados comércios, instituições financeiras, escolas e até faculdades; à noite, o burburinho concentra-se na Av. Engenheiro Caetano Álvares, que se tornou um polo gastronômico e de lazer, com a presença de diversos bares e restaurantes da Zona Norte. As principais vias de acesso são as avenidas Imirim, Direitos Humanos e Engenheiro Caetano Álvares, além das ruas Epaminondas Melo do Amaral e Maria Curupaiti.

Confira abaixo cinco curiosidades sobre o bairro:

1) Imirim: Terra dos Índios

No início do século, a região era composta por imensas matas e habitado por índios. Por esse motivo o bairro ficou conhecido como Terra dos Índios, até meados de 1950. Aos poucos, os imigrantes portugueses, japoneses, lituanos, armênios e italianos foram chegando e ali construíram sítios para cultivar cana-de-açúcar, café e gado leiteiro.

Desenho de Debret da São Paulo de 1827

2) O rio que se transformou em avenida

A principal via do bairro – que antes era rua – tem origem no tupi-guarani: uma junção de y (rio) e mirim (pequeno). Na região, dois pequenos córregos com nascente na Serra da Cantareira cortavam a região. Como dito acima, o bairro abrigou indígenas até a década de 1950.

3) A primeira paróquia do bairro

Em 1905, os padres fundaram a capela Nossa Senhora da Glória (hoje, igreja Nossa Senhora de Fátima). Desde então o progresso foi chegando à região, que se modernizou e cresceu. Até o começo do século XX, todos os moradores do Bairro tinham que ir até Santana para comprar tudo de que necessitavam para a própria sobrevivência: de medicamentos a roupas e calçados.

4) Mulheres guerreiras

Duas personagens da história da luta feminista no país, dão nome a ruas no Imirim: Francisca Biriba e Maria Curupaiti (foto em destaque). Ambas participaram da Guerra do Paraguai, onde seguiram para os campos de batalha ao lado de seus companheiros. Hoje, Francisca Biriba e Maria Curupaiti são lembradas por terem lutado pelas diferenças e enquadram-se no perfil das mulheres guerreiras que trouxeram tantos avanços sociais e intelectuais a sociedade.

Batalha do Paraguai

5) Nome de disco

Foi no Imirim que nasceu o músico Lê Coelho. O bairro nomeia seu segundo disco “Imirim”, um lançamento do selo Matraca Records, com participação de Zeca Baleiro. Foi uma maneira justa de homenagear o Imirim e as pessoas que moram ali. O álbum bebe de fontes como samba, MPB e rap – principalmente em relação às baterias retas de “Imirim”. Clique AQUI e ouça ou confira o web player no final da matéria!

Foto: Pedro Ivo

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Comemoração

Na segunda-feira (21/05) será realizada sessão solene da Câmara Municipal de São Paulo em comemoração ao Dia do Imirim, às 19h30, no Colégio Piaget – Rua Epaminondas Melo do Amaral, 156. Na ocasião, receberão homenagens empresas e moradores do Bairro.

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