Esporte

Do Lauzane para o ouro olímpico

Ao falar o nome Hélia Pinto, talvez o leitor não se dê conta que esta mulher é uma das mais vitoriosas brasileiras. Mas, quando falamos Fofão… Nossa cabeça é invadida por lances inesquecíveis nas quadras de vôlei, de medalhas e conquistas que estão na história do esporte brasileiro.

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Dez anos depois do primeiro ouro olímpico feminino do Brasil, a capitã, levantadora e líder daquela geração implacável que venceu os Jogos Olímpicos de Pequim em 2018, lançou a biografia Toque de Gênio – A História e os Exemplos de Fofão.

Dando continuidade ao lançamento, a jogadora participa de um bate-papo no Centro Cultural da Juventude em 26 de janeiro, às 17h. E quem quiser adquirir a obra, também poderá garantir um autógrafo da fera do vôlei!

Escrita por Katia Rubio e Rodrigo Grilo, a obra traz a história de Fofão dentro e fora das quadras. Aos 48 anos, a jogadora tem conquistas históricas: são cinco edições consecutivas em Olimpíadas (e 17 anos com a camisa da Seleção), o ouro de 2008 e o bronze em duas oportunidades, nos jogos de Atlanta-1996 e Sydney-2000. Além das honras máximas do esporte, Fofão venceu seis vezes o Grand Prix, campeã dos Jogos Panamericanos e duas vezes vencedora do Sul-Americano. Não à toa, está no Hall da Fama do Vôlei, nos Estados Unidos.

“Helinha”

Mas, essas histórias dentro das quadras muitos de nós já acompanhamos. E fora delas?

Saiba que Fofão é zona norte! Nascida no bairro de Lauzane Paulista, “Helinha”, como era chamada no bairro, é filha de um sapateiro e uma dona de casa. Veio ao mundo por meio da avó paterna, Paulina. Helinha é a quinta de sete filhos do casal Eurides e Sebastião.

Nas ruas do Lauzane, muita batalha e até uma vontade de se tornar freira, por conta do jeito recatado e tímido. Mas o vôlei, aos 15 anos, determinou os passos – e toques, e levantamentos, e saques, e pontos – de uma carreira promissora e com bolas levantadas e entregues “de bandeja” às companheiras de quadra.

No livro, Fofão também conta as adversidades nas quadras – como em qualquer esporte coletivo – onde disputas por posições são comuns. Dos técnicos a companheiras de equipe, Fofão revela os bastidores de convocações e escolhas que, muitas vezes, se mostraram erradas e, outras, certas – dando origem ao ouro olímpico, por exemplo.

Por fim, um dos nomes (ou apelidos) mais marcantes do esporte brasileiro tem uma razão de ser. Uma referência às bochechas da jogadora que, ao mesmo tempo que iniciava a carreira profissional, também tinha um outro bochechudo fazendo sucesso: o personagem de TV Fofão.

O Centro Cultural da Juventude fica na Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641, em Vila Nova Cachoeirinha. Mais informações pelo telefone 3343-8999 ou no Facebook do CCJ.

foto (topo): Reprodução/Site Oficial Fofão

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