Don’t Die, Minerva!

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Ela não é mais uma criança comum

A história por trás de Minerva é profunda em meio a um jogo estilo roguelike isométrico da Xaviant Games, que proporciona aquele gostinho de querer jogar mais e mais.

Aos 11 anos, Minerva fica sozinha no mundo após o desaparecimento dos seus pais. E apenas com uma mochila e a sua arma/lanterna, acaba por encontrar no meio de um bosque sombrio e horripilante uma mansão que não inspira confiança alguma.

Mas Minerva é diferente. E então assume a coragem de entrar nesta decrépita mansão e descobre que vem com a missão de destruir hordas infindáveis de animais e espíritos do além sedentos do seu sangue.

O jogo aparenta ser frágil e um tanto infantil. Mas não é! Contamos com uma certa dificuldade em meio aos inimigos, em um estilo de luta mais que tradicional, onde almas penadas e fantasmas se dividem com tentativas de danos diversos à personagem. Passando pela possibilidade de ataques críticos, danos de fogo, gelo, veneno… as possibilidades são imensas.

O nome condiz com a prática do jogo

Aos que nunca ouviram falar em estilo roguelike, é um subgênero de jogos RPG, caracterizado pela geração de nível aleatória durante a partida, mapa baseado em ladrilho e morte permanente. E este último item é claramente expressivo por aqui, pois tudo aquilo que você conquista, desde moedas e auxílios que obteve em mais uma investida na mansão assombrada, são imediatamente retirados quando falecemos. Então é bom não nos ligarmos muito às coisas que podemos possuir, porque mais cedo ou mais tarde elas serão retiradas.

O jogo crava uma forma forte filosofia, lição de vida, e outras coisas mais, ou simplesmente um belo pontapé no estômago, interpretem como quiserem, principalmente quando damos de cara com o Mr. Butterworth, o mordomo da mansão, que se apresenta na sua entrada com a própria cabeça numa bandeja. Daí é sinal de que estão despejados de todas as vossas posses terrenas, exceto vossa arma/lanterna.

Don’t Die, Minerva! é graficamente muito agradável. As cores escuras que não podiam faltar num jogo desta temática contrastam com todos os objetos que emanam uma luz fraca, mas que se enquadra na perfeição.

A música segue a temática terror leve de todo o jogo. É extremamente ritmada, divertida e leva-nos a trauteá-la. Tem claramente uma inspiração Família Addams, e isso traz boas recordações.

Jogo excelente ao nosso gosto.


Rafael Poliszuk é jornalista e trabalhou por mais de uma década com automobilismo real. Ou seja, nas pistas!

Tudo porque quando criança era fascinado por jogos do gênero. Com o reencontro da paixão digital, começou o projeto do qual surgiu a Poliszuk Relações Públicas, com experiência no site EuroGamer Brasil, Jornal SP Norte e outras mídias, onde desenvolve promoções e eventos. Agora, com a Zuk Experience, o jornalista prepara uma nova experiência. Aperte o play!  E-mail: rafael@poliszuk.com.br – Site: poliszuk.com.br