Doria declara que pretende flexibilizar a quarentena a partir do dia 1º de junho

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O governador João Doria (PSDB) anunciou que pretende flexibilizar a quarentena em São Paulo a partir do dia 1º de junho. A declaração aconteceu em entrevista à Globo News na tarde desta segunda-feira (25). Segundo o governador, a reabertura ocorrerá em cidades que conseguirem atingir alguns critérios.

A flexibilização vai contra o que Doria e o prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), estavam ventilando desde a semana passada. Na ocasião, ambos admitiam a possibilidade de decretar um lockdown (confinamento) em todo o Estado. A quarentena está em vigor no Estado desde o dia 24 de março.

No mesmo dia, o prefeito Bruno Covas (PSDB) deu uma entrevista à Radio Bandeirantes no qual achava “muito difícil a gente avançar para um lockdown“. De acordo com Covas, nos últimos dias houve um crescimento da taxa de isolamento, chegando a atingir 57% do último domingo (24), o que justifica o não avanço do confinamento.

Flexibilização

Em abril o Governo havia anunciado o Plano São Paulo, no entanto o governador teve que voltar atrás em razão da disseminação do coronavírus (Covid-19) pelo Estado. Desta vez, Doria chamou a nova medida de “quarentena inteligente”.

Os detalhes deste novo modelo deve ser confirmado amanhã (27), quarta-feira. Contudo, já foi adiantado que esta nova quarentena “não será homogênea e levará em conta a situação de cada região do estado”.

De acordo com o secretário da Fazenda e do Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, a Grande São Paulo, incluindo a capital paulista, deve ficar de fora: “a reabertura [do comércio na Região Metropolitana de São Paulo] vai depender da evolução dos casos e da capacidade hospitalar”.

Segundo a gestão estadual, a flexibilização da quarentena levará em conta os seguintes critérios:

  • Taxa de ocupação de leitos de UTI abaixo de 80%;
  • Índice de isolamento em pelo menos 55%;
  • Redução sustentada do número de novos casos por 14 dias; e
  • Baixa taxa de transmissão da doença.

Assim com estava previsto no Plano São Paulo, o Estado será dividido em quarto cores sinalizando o grau de risco de contagio da Covid-19, sendo elas: verde, amarela, laranja e vermelho. Nas áreas verdes seria autorizada a reabertura de alguns setores.

Isolamento Social

Segundo dados do Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do Governo de São Paulo, a Capital Paulista atingiu a marca de 57% de isolamento social, a maior desde o dia 26 de abril, quando foi registrado 58%.

Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), ficar em casa é a maneira mais efetiva de diminuir o contagio do covid-19. As autoridades de saúde revela que o ideal é que a taxa de isolamento seja de 70%, no entanto, tanto o governador como o prefeito, o isolamento acima de 55% já é o suficiente.

AVANÇO DO CORONAVÍRUS

Nesta segunda-feira (25), o Ministério da Saúde registrou 807 novas mortes por covid-19 no Brasil, chegando ao total de 23.473. Neste mesmo balanço, a Pasta divulgou que novas 11.687 pessoas foram infectadas pelo vírus, somando assim 374.898 de casos confirmados.

Este resultado mantém o Brasil como segundo país com mais casos de coronavírus no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, que possui 1.66 milhão de pessoas infectadas pela doença.

Segundo o Ministério da Saúde, do total de casos confirmados, 197.592 (52,7%) estão em acompanhamento e 153.833 (41%) foram recuperados. Há ainda 3.742 óbitos sendo analisados.

A letalidade (número de mortes por casos confirmados) foi de 6,3%. Já a taxa de mortalidade ficou 11.2 por 100 mil habitantes.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil