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Editorial / Uma tragédia que não se pode repetir

Nesta semana uma notícia chocou muitas pessoas no Brasil, o suicídio do empresário Sadi Gitz, conhecido na cidade de Aracajú (SE), em pleno evento em que estavam presentes o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

O empresário Sadi, era dono de uma indústria de cerâmica que está em recuperação judicial, ele participava da Conferência sobre Gás Natural, matéria prima que utilizava em sua indústria e que, por conta do alto custo do produto, foi o motivo de sua falência, de acordo com o próprio empresário.

Essa história choca pela atitude do empresário, onde claramente se viu o desespero de um homem de 70 anos que chegou ao fim de sua vida, falido por razões, segundo alguns amigos, da situação em que se encontra o país, ou seja quebrado!

Trabalhamos com comunicação, e por sua vez necessitamos de anunciantes para poder manter o jornal em circulação, e no dia a dia deparamos com a realidade de que a grande maioria dos empresários encontram-se em situação difícil, sem mencionar alguns daqueles antigos anunciantes que hoje estão de portas fechadas.

Quantos milhares de empresários estão na estreita encruzilhada, entre manter ou fechar seu negócio. Fico imaginando desses, quantos não estão desesperados como o Sadi, que num momento impensado e de puro desespero, podem tirar sua própria vida.

Desde a vitória da última eleição, milhões de brasileiros depositaram sua confiança no presidente Bolsonaro. Deste número, outros milhões estão se decepcionando, mas ainda torcendo e com esperanças que o Brasil comece a acordar a partir da aprovação da Reforma da Previdência. Será?

Fomos assolados por décadas de corrupção, e hoje o país está estagnado. Sabemos que para arrumar essa casa demorará mais que o esperado, mas ao mesmo tempo o Governo tem que demonstrar que está no caminho certo, muitas dúvidas ainda estão no ar. Fala-se muito, mas pouco se faz. Aqueles que estão desempregados, empresários e empreendedores a beira da falência, falta de perspectivas, instituições públicas falidas – hospitais, por exemplo -, governos estaduais e municipais quebrados, cenários estes, que nos deixam a cada dia preocupados com o futuro do país.

Que esta reforma não seja um engodo político. O Brasil não tem mais tempo, precisa começar a andar novamente, nem que seja a passos curtos, mas buscar a sonhada estabilidade econômica e assim trazer de volta o entusiasmo e a esperança à milhares de Sadi Gitz de nosso país.



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