Cinema

Filme “1917” estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta (17)

O filme que vem arrancando elogios e surpreendendo os críticos finalmente chega ao Brasil. O longa chamou a atenção do mundo após ser premiado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Diretor no Globo de Ouro 2020, desbancando os aclamados “Coringa” e “O Irlandês”.

A história de “1917” aborda os acontecimento do ano de 1917, período em que acontecia a Primeira Guerra. A trama mescla eventos reais com histórias fictícias e narra a história dos soldados britânicos Blake (Dean-Charles Chapman) e Schofield (George MacKay) numa missão aparentemente impossível. Ambos serão obrigados a atravessar o território inimigo para enviar um alerta aos seus colegas de batalhão.

O cinema é recheado de filmes que falam sobre guerras, em especial a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã, sendo que esta última é recheado de drama e que, quase sempre, a “vitória” da batalha é dada ao lado norte-americano.

No entanto, o 1917 tem uma diferencia dos filmes deste gênero, o heroísmo dos personagens principais não é aquele de matar inúmeros inimigos, mas sim de evitar que seus colegas caiam em uma armadilha, ou seja, um filme sobre guerra, mas que sua essência não é o conflito, e sim é evitá-lo.

Vale mencionar a qualidade da filmagem de 1917, pois o diretor Sam Mendes, ao lado do diretor de fotografia Roger Deakins, conseguiram fazer com que os 117 minutos do filme sejam um grande plano-sequência (nome da técnica de filmagem que não apresenta cortes). Graças a isso é possível, não só acompanhar os dois soldados, mas se sentir dentro da história, como se fosse um terceiro membro da equipe que esta cumprindo a missão.

Apesar da trama estar dentro de um acontecimento real, a história de Blake e Schofield são ficção. Bom, talvez nem tanto, isso porque Mendes se inspirou nas histórias de seu avô para criar o filme.

O avô do diretor lutou na Primeira Guerra e que, segundo Mendes, ele recebeu uma missão de entregar e receber relatórios de três unidades militares que haviam perdido contato com a que ele pertencia. No entanto, o percurso utilizado pelo mensageiro era o de atravessar, literalmente, o fogo cruzado, na região apelidada de “Terra de Ninguém”.

1917 mostra-se mais que um filme de guerra. As quase duas horas vão passar voando graças ao ritmo eletrizante da técnica de filmagem e a trama. Sem dúvidas um filme épico que agrada qualquer tipo de público.

Foto: Divulgação




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