Governo muda as regras para permitir a flexibilização da quarentena em SP

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Nesta segunda-feira (27), o Governo de São Paulo anunciou que mudará os critérios do Plano São Paulo, programa que flexibiliza a quarentena. A proposta da gestão estadual é permitir a reabertura mais rápidos dos serviços e comércios pelo Estado.

A principal mudança permite o avanço da Fase 3 Amarela à Fase 4 Verde com uma a taxa de ocupação de leitos de UTI entre 70% e 75%, antes o critério para avançar era de 60%, além de permanecer por 28 dias consecutivos na etapa 3, chamada de fase intermediária.

Confira as mudanças:

  • Fase 1 Vermelha – Ocupação de leitos de UTI acima de 80%;
  • Fase 2 Laranja – Entre 80% e 75%;
  • Fase 3 Amarela – Entre 80% e 70%;
  • Fase 4 Verde – Abaixo de 75%

De acordo com o governador João Doria (PSDB), a mudança tem o objetivo ser mais “eficiente e adequado à realidade que vivemos neste momento da pandemia”.

Outra mudança está relacionada com o número de habitantes da região. Com o novo critério, para a região avançar a uma fase do Plano São Paulo o número de internação deverá estar abaixo entre 30 e 40 internações e de três e cinco mortes por 100 mil habitantes.

Segundo os dados mais recentes do Governo de São Paulo, desde o inicio da pandemia o Estado registrou 483.982 casos confirmados e 21.606 vidas perdidas por conta do coronavírus (Covid-19).

Gráfico demonstrando os requisitos para mudança do Plano São Paulo – Imagem: Reprodução/Governo de SP

Plano São Paulo

A quarentena foi imposta em São Paulo em 24 de março, desde então houveram oito atualização da restrição. A maioria das cidades de São Paulo estão na Fase 2 Laranja, nela são autorizadas a reabertura de comércios por até 4h e permite que o estabelecimento atenda até 20% de sua capacidade.

O Plano São Paulo divide o Estado por regiões. Cada local recebe uma classificação de acordo com a taxa de contaminação do coronavírus e da taxa de ocupação de leitos de UTI. Essas classificações são divididas em 5 fases, que vão deste a restrição máxima (Vermelha) até a normalidade (Azul).

Megaeventos suspensos

Na semana passada, tanto o prefeito como o governador, Bruno Covas e João Doria respectivamente, haviam anunciado o cancelamento das festas  de fim de ano em São Paulo. Na ocasião da revelação, o governador destacou que sem uma vacina contra a Covid-19, São Paulo não realizará megaeventos.

Previstas para acontecer em junho, os tradicionais eventos Marcha para Jesus e a Parada LGBTQ+ foram canceladas. No inicio da pandemia, os eventos haviam sido adiados para novembro deste ano, no entanto, em razão dos altos casos de coronavírus, a gestão municipal acabou cancelando.

Apesar do cancelamento, a programação da Marcha para Jesus será totalmente virtual, assim como a Virada Cultural, que ainda está prevista para acontecer, mas ainda não tem uma data. Pelo mesmo sistema de live, em junho deste ano ocorreu na Parada LGBTQ+ e que reuniu dezenas de artistas.

Foto: Governo de São Paulo