São Paulo

Greve de ônibus: motoristas protestam em SP, categoria promete parar amanhã (06)

A greve de ônibus de hoje, quinta-feira (05/09), pegou muitos usuários de surpresa, no entanto é bom continuar atento, pois o Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) promete nova paralisação na sexta (06/09).

Entre as reivindicações, a categoria acusa a gestão municipal de promover um “desmonte” no sistema de transporte público com a retirada de cerca de 300 veículos de circulação.

Outro pedido do Sindmotoristas é que as empresas que operam o sistema de transporte paguem a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de seus funcionários, sendo que a data limite é hoje (05/09).

Os manifestantes estão reunidos em frente da Prefeitura aguardando uma posição do Bruno Covas. De acordo com Sindicato, a condição para que a greve não seja realizada amanhã é a manutenção da frota de veículos e a garantia dos postos de trabalho.

Segundo informações levantadas pelos portais de notícia específico, a paralisação fechou os terminais:

  • Parque Dom Pedro II
  • Bandeira
  • Princesa Isabel
  • Campo Limpo
  • Pinheiros
  • Santo Amaro
  • Santana
  • Capelinha
  • Sacomã
  • Varginha
  • Ae Carvalho
  • São Miguel
  • Mercado
  • Lapa
  • Grajaú
  • Correio
  • Barra Funda
  • Água Espraiada

Corredores de ônibus parados:

  • 9 de Julho
  • 23 de Maio
  • Consolação

Histórico

No final de julho, o Sindmotoristas ameaçou uma greve por conta da retirada dos ônibus de circulação. No entanto, na época a ação foi cancelada por conta de uma negociação com a Prefeitura.

Fim dos cobradores

Já no mês de junho, um comunicado oficial da SPTrans exigia a adequação da frota para ônibus do tipo “padron” e “básico”, sem o posto dos cobradores. A medida dava fim a função de cobradores nos ônibus já em setembro. Temendo demissões, a Prefeitura criou uma comissão para requalificação dos profissionais. O grupo é composto por representantes do poder público e dos sindicatos.

Licitação dos Transportes

O novo contrato de licitação dos transportes ainda não está em vigor por pendências jurídicas, mas alguns pontos dele vem sendo implementado por meio dos contratos de emergências, sendo eles a redução de frota operacional – com a meta de chegar a 12 mil ônibus – e a criação do subsistema de articulação regional.

Articulação Regional

O Subsistema é formado por ônibus que realizam as ligações dos bairros mais afastados com o centro da Capital Paulista ou com outras regiões. Eles são conhecidos por possuir, além do transporte, um variado comércio, como exemplo a zona norte têm os terminais Santana e Vila Nova Cachoeirinha.

Mais Caro

Além do acréscimo do valor da passagem que as gestões municipal e estadual realizam, a Prefeitura também aumenta periodicamente o subsídio para as empresas do transporte público. Neste ano a cidade corre o risco de ficar sem as verbas no último trimestre, isso porque o dinheiro deve acabar antes do tempo previsto, como ocorreu nos dois últimos anos.

De acordo com a Prefeitura, neste ano de 2019, a Gestão Municipal entrou com um débito de R$ 174,2 milhões referentes a repasses não realizados pelas operações entre os dias 05 de 12 de dezembro de 2018. Atualmente, o valor pago de subsídio chega a R$ 3,3 bilhões.

A gestão do prefeito Bruno Covas busca diminuir esse valor de subsídio. Entre as medidas adotadas, duas se destacam:

  • O aumento da tarifa do Vale-Transporte de R$ 4,30 (mesmo valor cobrado pelo Bilhete Único) para R$ 4,57;
  • A redução do limite de embarques pela modalidade, de quatro em duas horas para dois em três horas.

Entretanto as propostas não foram bem recebidas por grande parte da população e pelo poder judiciário, que em 27 de maio, a juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, decidiu suspender as duas medidas.

Foto: Divulgação/Assessoria Sindicato dos Motoristas



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