Rodrigo Moreira

Lipoaspiração pode aumentar a gordura?

Com a busca pelo corpo perfeito ou mesmo por redução de gordura de forma rápida e sem esforço a lipoaspiração ainda é um procedimento estético muito procurado e executado. Ele é efetivo? Sim, proporciona o que se prontifica a fazer, reduzir a gordura localizada. Porém, cuidados pouco falados são relevantes de serem compartilhados. Assim, o estudo publicado na J Clin Endocrinol Metab, 2012. Um estudo randomizado controlado de 6 meses foi realizado. Todos os indivíduos foram submetidos a uma cirurgia de lipoaspiração de pequeno volume. Dois meses após a cirurgia, os sujeitos foram aleatoriamente alocados em um dos dois grupos treinados ou não treinados, escolhidos de forma randomizada. A ingestão de alimentos, a composição corporal, o teste oral de tolerância à glicose e a análise sanguínea foram avaliados. Os indivíduos foram instruídos a manter seu padrão de consumo alimentar ao longo do estudo.

Dois meses após a cirurgia, os indivíduos do grupo treinados iniciaram um programa de exercícios de 4 meses (três vezes por semana). Cada sessão consistiu em um aquecimento de 5 minutos seguido por exercícios da força (oito exercícios para os principais grupos musculares); para 3 séries de 8 a 12 repetições máximas por exercício; gerando 30 min/sessão e por exercício aeróbio em esteira rolante com 30 – 40 min/sessão em uma intensidade correspondente ao limiar de compensação respiratória de aproximadamente 75% do consumo máximo de oxigênio monitorizados utilizando um monitor de ritmo cardíaco.

O novo achado deste estudo foi que o treinamento físico é capaz de neutralizar o crescimento compensatório da gordura visceral induzido por lipoaspiração em mulheres com peso normal. Segundo a teoria lipostática, um balanço energético de longo prazo é alcançado sistemas de feedback que regulam constantemente o tecido adiposo depósitos. Assim, uma redução abrupta induzida por lipoaspiração gordura corporal pode desencadear mecanismos compensatórios que acabaria por levar à recuperação da gordura corporal. Neste estudo, tomografia computadorizada não revelou evidências de reganho gordura no depósito aspirado (ou seja, abdominal subcutâneo), o que confirma os achados do estudo experimental anterior.

Essa observação foi confirmada pelo exame histológico e os dados moleculares, que não mostraram alterações no tamanho do adipócito abdominal e expressão do metabolismo lipídico genes. Em conjunto, estes achados sugerem que a lipoaspiração de pequeno volume pode ser cosmeticamente eficiente no período de 6 meses após a cirurgia.

O achado mais surpreendente deste estudo foi o efeito protetor do treinamento físico na prevenção da gordura visceral crescimento compensatório em resposta à lipoaspiração. Exercício é particularmente eficaz na indução da lipólise na gordura visceral porque este depósito de gordura específico é mais responsivo à lipólise induzida por catecolaminas.

De fato, vários estudos demonstraram consistentemente que o treinamento físico promove reduções significativas na gordura visceral, mesmo sem perda de peso.Além de seus efeitos benéficos no equilíbrio energético e na composição corporal, o treinamento físico pode também melhorar outros fatores de risco cardiovascular. Nisso estudo, o treinamento físico melhorou a sensibilidade à insulina como condicionamento de força e aeróbico (ou seja, VO2max), que ambos são fortes preditores de mortalidade por todas as causas em populações.Em conclusão, os autores descrevem que os resultados atuais indicaram que uma lipoaspiração abdominal de pequeno volume não induziu o recrescimento da gordura aspirada, mas desencadeou um aumento compensatório da gordura visceral 6 meses após a cirurgia. É importante ressaltar que um programa de exercícios supervisionado de 4 meses evitou esse aumento compensatório da gordura visceral, aumentou massa livre de gordura e melhor capacidade física e insulina sensibilidade. Com base nos resultados atuais, os pacientes devem ser informados da possível gordura visceral compensatória crescimento e os potenciais riscos associados como consequência de um procedimento de lipoaspiração. Além disso, os profissionais de saúde são encorajados a recomendar treinamento físico como uma intervenção após a cirurgia de lipoaspiração.

REFERÊNCIA:

J Clin Endocrin Metab. First published ahead of print April 26, 2012 as doi:10.1210/jc.2012-1012

Foto Pixabay


Dr. Rodrigo Moreira

Com experiência de 6 anos de atendimento, o nutricionista Rodrigo Moreira, criador da marca e da Metodologia NutraSports, desenvolve através de uma consulta didática e esclarecedora, planejamentos alimentares individualizado.

www.nutrasports.com.br



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