São Paulo

Maçonaria Regular repudia avalanche de propagandas de lojas espúrias

Para quem não conhece ou tem poucas informações sobre a Maçonaria, no Brasil, assim como em todo o mundo, uma Loja ou Templo Maçônico, lugar denominado onde os maçons se reúnem, deve pertencer a uma potência, e esta deve ser reconhecida internacionalmente. Em nosso país, para ser de fato um integrante desta fraternidade mundial deverá estar inscrito em uma dessas lojas ou Templo pertencentes a uma das potências no Brasil e será maçom regular e será reconhecido como tal em qualquer lugar no mundo.

E de fato tem muita diferença envolvida nesta questão de um maçom regular e outro alto proclamado maçom mas considerado “espúrio”, ou “profano”, por estas potências, ou seja, estes não estão vinculados a nenhuma delas.

No Brasil, citando especificamente São Paulo, essas potências são a Grande Loja do Estado de São Paulo (GLESP) e Grande Oriente de São Paulo (GOSP), duas potências reconhecidas pela Grande Loja Unida de Inglaterra (GLUI).

Este ano a Maçonaria completou 300 anos de existência formal, mas historiadores remontam sua história a tempos milenares.

E justamente nestes 300 anos de formalidades que foram fundadas em todo o mundo potências para regular e regimentar a maçonaria numa unicidade, ou seja ela é igual em qualquer lugar do planeta, com os mesmos regulamentos, havendo apenas diferenças em suas ritualísticas de condução de trabalhos nas lojas e templos. Um exemplo para ilustrar: membros de alguns rituais utilizam terno e gravata como vestimenta durante as sessões, outras além do terno preto e camisa branca, utilizam gravata borboleta, cartola e luvas, pequenas diferenças, mas a essência de todas são a mesma, e somente homens fazem parte desta irmandade, que tem por objetivo buscar a justiça e o aprimoramento como seres humanos. A principal característica destas potências em todo o mundo é que ninguém pode ser maçom por que quer ser. Não posso bater na porta de um Templo regular e pedir para entrar na irmandade, pois eu desejo isso.

Para ser um maçom regular, a pessoa deve ser convidada a ingressar na Ordem, por um maçom regular, e mesmo assim passará por uma avalição regimentada e mundialmente igualitária. No ingresso após esta aprovação você é considerado irmão, sua esposa cunhada e seus filhos sobrinhos, como uma família, e essa vinculação familiar passa a ser universal.

Nesta semana as potências maçônicas, GLESP e GOSP se reuniram para editar e fazer circular uma carta conjunta de repúdio e ao mesmo tempo servindo como alerta, sobre diversos anúncios que estão sendo publicados em jornais e revistas de grande circulação, além de rádios e internet, tentando arregimentar pessoas para ingressarem numa Maçonaria, que de acordo com essas potências, é espúria. “Essas propagandas de suposta lojas espúrias, tem como único objetivo levantar somas em dinheiro na admissão de pessoas sem informações sobre a Ordem” e ainda e completa dizendo que a Maçonaria Regular não faz nenhuma propaganda e não regimenta ninguém para ingressar na Ordem. .

A carta finaliza confirmando que está alicerçada em princípios morais e éticos, contribuindo para que seus membros sejam verdadeiros construtores sociais e não vendedores de títulos que não passam de palavras vazias de ações. Essas entidades espúrias que se intitulam maçônicas usurpam a imagem da Maçonaria Regular, que repudia esses atos.

Conheça uma pouco mais sobre maçonaria regular acessando: www.glesp.org.br e www.gosp.org.br.

NOTA CONJUNTA DE REPÚDIO

Tendo em vista as crescentes incursões de anúncios “oferecendo a Maçonaria” em diferentes meios de comunicação, como a revista Veja do dia 18 de outubro de 2017, a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP) e o Grande Oriente de São Paulo (GOSP), ambas potências maçônicas reconhecidas internacionalmente, vêm a público esclarecer que instituições maçônicas regulares e reconhecidas mundialmente não arregimentam membros por anúncios e não fazem propaganda.

É com pesar que assistimos maçonarias espúrias como essa, que veicula anúncios em revistas, jornais, outdoors e internet com a intenção de arregimentar membros, mancharem a imagem da instituição comercializando uma Ordem que existe há 300 anos no mundo. Cabe ressaltar que os métodos para aceitação de novos membros na Maçonaria Regular, aquela que é reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI) e em todo o mundo, é apenas por indicação.

A Maçonaria não é um produto a ser vendido, muito menos um meio para enriquecimento destes que a oferecem de maneira tão desprezível. Para se tornar um Maçom, é necessário ser indicado por um membro regular e ativo, passando por um processo de aceitação que, antes de ser um acúmulo de taxas a serem pagas, existe para que a Ordem possa contar em suas fileiras com verdadeiros Irmãos, norteados pelos mesmos bens comuns de liberdade, igualdade e fraternidade.

A Maçonaria é alicerçada em princípios éticos e morais, contribuindo para que seus membros sejam verdadeiros construtores sociais, não vendedores de títulos que não passam de palavras vazias e de ações. Essas entidades espúrias que se intitulam maçônicas usurpam a imagem da Maçonaria Regular, que repudia esses atos.

foto (topo): Grande Loja Unida da Inglaterra, fundada em 1717



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