Histórias

Mães que dividem seu tempo com a família e comunidade

Mesmo com toda a dificuldade e preconceito que as mães enfrentam ao dividir seu tempo no trabalho, na educação do filho e nas tarefas domésticas, muitas delas ainda conseguem arranjar tempo para desenvolver projetos sociais e ajudar seu bairro.

Sejania Higuchi é mãe de quatro filhos, sendo três meninas e um menino, ela trabalha como promotora de eventos e realiza trabalho voluntário que atende pessoas em situação de rua, fazendo doações de roupas e alimento. Mesmo com uma agenda cheia, ela arranja tempo para educar seus filhos da melhor maneira possível “Filho tem que ser exemplo para a sociedade. Exemplo de respeito de caráter e de educação”.

Por conta da sua educação, seu filho mais velho, Pedro Henrique Higuchi, passou a frequentar espaços de defesa de direitos sociais, mas em 2012 uma doença interrompeu sua vida, o que abalou muito a família. Mesmo com a perda, ela segue como a referência da casa “Trabalhar para manter meus compromissos em dia é cuidar da família. É necessário muita dedicação e bom ânimo”.

Atualmente ela vê que seu lar está em “comunhão” com suas filhas participando da rotina da casa. Sua expectativa para o futuro é de que ela esteja plena com sua família “Realizada, com minhas filhas tendo uma boa formação familiar e profissional”.

A vida de mãe jovem não é nada fácil no Brasil “A minha volta pro mercado de trabalho depois que me tornei mãe foi mais difícil do que eu imaginava” é o que conta Pamela Maria de Aguiar Silva. Ela ganhou seu primeiro filho aos 18 anos, e teve seu segundo aos 22 com o seu atual companheiro. Contudo, enfrenta comentários de donos das empresas do tipo “Você não é muito nova pra ter filho” e “[os filhos] são de pais diferentes?”.

Maria diz que os comentários colocavam em duvida sua capacidade materna “Eu passei a duvidar de mim mesma”. Quando soube que estava grávida do segundo filho, a jovem mãe entrou numa crise de ansiedade e depressão “Não aceitava mais uma vez estar grávida, até porque, antes dele, passei por um aborto”.

Mesmo com dificuldades em arranjar emprego e nas tarefas diárias de ser mãe de dois filhos pequenos, Maria arranjou tempo para iniciar o projeto social “Una Por Todas” na Casa Cultural do Hip Hop Jaçanã. O objetivo é fazer um diálogo sobre a mulher na sociedade, em especial as que moram na periferia. “Meu trabalho é levar esse tipo de informação de que, assim como eu, [as mulheres] precisam de empoderamento como forma de sobrevivência mesmo, eu gosto de falar com elas, de tentar entender e ajudar, é voluntário e totalmente amigo mesmo” finaliza.



Topo