Marcelo Segredo

Marcelo Segredo | Está devendo e vai renegociar sua dívida?

Não faça isso. Leia este artigo, economize até 90% e salve suas finanças

Saldo negativo, pressão do gerente e escritórios de cobrança para que você faça uma renegociação, seu celular não para de tocar, e você entrando em parafuso sem saber o que fazer.

Em meio a essa gigantesca instabilidade econômica que o país está passando, é inevitável que as pessoas acabem entrando no endividamento. Pode-se contar nos dedos hoje algum segmento comercial que não tenha sentido os reflexos da profunda depressão econômica instaurada no país.

Tudo começa usando um limite de cheque especial, atrasando a fatura de um cartão de crédito, daí já nasce um contrato de empréstimo, depois outro, e outro, enfim, quando você menos espera leva um enorme susto com o saldo devedor, e fica ali se indagando: onde eu usei esse dinheiro? Eu não peguei tudo isso emprestado no banco.

De fato, você não usou tudo isso, não pegou todo esse dinheiro emprestado, mas, sim, os juros especulatórios cobrados pelos bancos fizeram com que sua dívida chegasse a esse tamanho. Pessoas que possuem dívidas costumam dizer que a dívida cresceu feito uma bola de neve. Pois bem, vamos derreter essa bola de neve agora mesmo.

O que você não sabe sobre os bancos

Primeiro que quando o banco vai lhe emprestar dinheiro cobra os juros, e dentro desses juros já existe uma previsão de que você não irá pagar a dívida. Suponha que o banco lhe cobre 10% ao mês no cheque especial. Dentro desses juros ele já provisiona uma margem de 37,35% de inadimplência, ou seja, dos 10% que ele irá cobrar existem 3,74% de previsão de inadimplência. Ou seja, se você não pagar essa dívida, outro cliente do banco pagará por você. O banco não ficará no prejuízo. E não para por aí não.

Use informações do banco contra ele mesmo

Quando você para de pagar um dívida, o banco passa a cobrar além dos juros contratuais os juros moratórios, multas, taxas e tarifas diversas, fazendo com que a sua dívida se multiplique rapidamente. A título de exemplo, uma dívida de R$ 10 mil no cheque especial com juros de 10% ao mês, após um ano se transforma em aproximadamente R$ 89 mil. Quando o banco fica mais de 180 dias sem receber uma dívida, ele já provisiona a mesma como prejuízo, e caso não saiba, todo prejuízo é dedutível do imposto de renda. Dessa forma o banco pegará a sua dívida de R$ 89 mil, e deduzirá dele o imposto de renda de 26,22%, ou seja, R$ 23.335,80. Quanto você devia no começo mesmo, R$ 10 mil, certo?

Num caso recente em que auditamos, o banco Santander entrou com uma ação na Justiça cobrando R$ 78.881,64 do nosso cliente, e quando fomos levantar essa dívida junto ao Banco Central o valor declarado era de R$ 32.321,93. Como assim, o banco entra cobrando uma dívida de mais de R$ 78 mil e declara ao Bacen que você deve apenas R$ 32 mil?. Que nome podemos dar a isso?

Não pague a sua dívida

Não estou dizendo ou induzindo ninguém a dar o calote nos bancos, mas, sim, a não aceitar proposta de acordos ou renegociações de dívidas que irão fazer a sua dívida triplicar de valor, já que ao renegociar é exatamente isso que você está fazendo, tornando a sua dívida impagável. Numa negociação precisa existir flexibilidade dos dois lados, e não imposições.

Os bancos jamais ficam no prejuízo, portanto, aprenda a usar informações deles contra eles mesmos e não entregue a sua vida financeira nas mãos deles. Quite suas dívidas com inteligência, e proteja seu patrimônio.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens


marcelo-segredoConsultor financeiro, palestrante, ex-presidente da ONG ABC (Associação Brasileira do Consumidor), criador da “Clínica Financeira” e “Casamento & Negócios”, diretor presidente da Marcelo Segredo Assessoria Empresarial
Fone: 3360-2902
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