Marcelo Segredo

Marcelo Segredo l Como reduzir a dívida no Cheque Especial

A resposta é planejamento financeiro.Nos dias atuais, pagar altas taxas de juros está se tornando um hábito cotidiano e aterrorizante para quem vive na dependência do sistema financeiro.Os bancos são totalmente inflexíveis nas “negociações”, uma vez que o devedor não tem a mínima chance de negociar.São exigidas novas confissões de dívidas, com a aplicação de mais juros e até mesmo a exigência de penhorade bens como garantia de pagamento.

O Banco Central(Bacen) é a autoridade máxima no setor e defineuma taxa média de juros para que as instituições financeiras trabalhem no mercado.No entanto, quem usa o limite do cheque especial normalmente paga um percentual superior ao determinado perlas autoridades. Isso acontece porque são cobradas taxas de excesso de limite, cestas de tarifas, juros moratórios, além dos juros já determinados. Dentro deste contexto, é pouco provável que o devedor consiga se livrar da dívida.

Irregularidades nos juros

Os juros cobrados no cheque especial costumam apresentar irregularidades.É comum os bancos informarem ao Banco Central que estão praticando uma taxa, enquanto na verdade estão cobrando outra superior. A maioria dos devedores não acompanha e, principalmente, não compreende como funciona o cálculo da dívida e se tornam refém dos bancos.  Normalmente esse tipo de irregularidade durante a perícia financeira nos extratos bancários mensais e a maioria é composta porjuros abusivos.

Dívidas devem constar no Banco Central

Toda dívida superior a R$ 2,5 mil deve ser obrigatoriamenteinformada ao Banco Central. Tenho percebido que é comum o banco cobrar um valor da dívida do cliente e informar ao Banco Central um valor bem inferior.  Recentemente tivemos a oportunidade de atender a um caso alarmante. A instituição bancária entrou com uma ação de execução cobrando uma dívida de R$ 68,5 mil de uma pessoa. No entanto, após uma checagem nos arquivos do Banco Central, descobrimos que a dívida do referido consumidor declarada era de R$ 32 mil. O valor correto da dívida é o valor lançado junto ao Bacen – o que fez toda a diferença para que o consumidor conseguisse liquidar a dívida.

Renegociar a dívida

Este é o principal erro.  As dividas devem ser pagas com seus próprios recursos e não por meio de renegociações ou confissões de dívidas.  Toda vez que uma renegociação de dívida é feita, você estará no mínimo dobrando o seu saldo devedor. Além disso, na maioria das renegociações, o banco te obriga a assinar como avalista e/ou dar algum bem como garantia. Ou seja: ao invés de resolver o seu problema, a situação estará se complicando ainda mais.

Como reduzir a dívida no cheque Especial

Na maioria dos casos não é necessário entrar com a ação revisional de juros. Mas é importante ter em mãos todas as ferramentas necessárias e saber como e quando utilizar cada uma delas. É possível obter a redução do saldo devedor em até 90% por meio de uma boa negociação, assim como chegar a acordos para pagamentos parcelados e adequados aos seus rendimentos atuais. O mais importante é saber que você tem direitos e não é obrigado a seguir sempre as regras do jogo ditadas irregularmente pelos bancos.


marcelo-segredoConsultor financeiro, palestrante, ex-presidente da ONG ABC (Associação Brasileira do Consumidor), criador da “Clínica Financeira” e “Casamento & Negócios”, diretor presidente da Marcelo Segredo Assessoria Empresarial
Fone: 3360-2902
site: www.marcelosegredo.com.br
e-mail: marcelo@marcelosegredo.com.br



Topo