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Monster Hunter World: clássico RPG indispensável

Mais que um clássico RPG, game agrada demais fornecendo exploração e aventura em um mundo equilibrado, com uma pitada de humor e carisma

Também publicado em Poliszuk Gamer: Monster Hunter World: Indispensável

Confessamos que ficamos um tanto retraídos com a chegada de Monster Hunter World, pois não somos adeptos ao gênero RPG tão costumeiro. Ou seja, tínhamos a impressão do material ser “mais um” diante aos dragões, lutas guerreiras e mocinhos vencedores. Mas não foi isso que sentimos e descobrimos ao jogar por horas e horas seguidas este excelente e mais novo título da Capcom.

Lançado inicialmente em 2004, a franquia é uma série importante no universo dos triple-A (jogos de nota AAA), com a prática assumida pelos jogadores em caçar uma série expressiva de inimigos monstruosos em missões de destruição, capturas, explorações e muita ação.

Em MH World, a aventura começa com a “confecção” de seus personagens, prática notória em qualquer RPG que se preze. Expressões, vozes, cabelo, cores, feição e muito mais estão disponíveis. O que é bem legal, já que a aventura é longa e ter a personalidade e o visual daquilo que você espera de um PJ ajuda a dar vida à sua jogatina.

A história acontece em um lugar chamado Novo Mundo, um continente recém-descoberto, e você se juntará a uma expedição para descobrir mais dessa terra misteriosa. Essa é, na verdade, a quinta vez que uma expedição foi enviada, depois do despertar dos Dragões Anciões que cruzam o oceano a cada 10 anos para o Novo Mundo. E descobrir o destino de seu caçador e o resto da equipe será sua jornada.

As armas quais você poderá escolher ou confeccionar com o ferreiro são diversas, entre “espadões” brutais (mais lentos nos golpes) ou armas de curto alcance, porém mais ágeis e importantes em alguns casos. O fundamental e imprescindível é testar todas elas, pois existem espécies das qual você terá de sentir as mais apropriadas para dominar cada monstro.

Outra coisa importante é que, dentro das características de todo RPG, você terá de dominar alguns manuseios, como o ir e vir no cenário principal, onde em sua base tudo deve ser corrigido, ajustado, comprado, vendido e decidido. Mas podemos adiantar que a base é incrivelmente bem desenhada e, por sinal, linda, com aspectos de um ecossistema vasto que, aliás, está por todo o jogo.

Pela primeira vez a séria apresenta um pareamento de jogadores de diferentes regiões e também a possibilidade de entrar e sair de uma missão a qualquer momento. Mas joga-lo off-line é uma experiência realmente gratificante e deslumbrante, com um tato agradável e “responsável” de estar ali para ajudar a trupe e sentir, quase que na pele, as diferentes reproduções de ecossistemas em cada passo avançado.

Replay

A Capcom entendeu e entregou um material atualizado nos interesses dos consumidores atuais com o incentivo de fazer o gamer jogá-lo novamente após termina-lo, forjando equipamentos melhores e assumindo uma diferente e aprimorada jogatina.

Com média de 45 horas de ação (se bem explorado, podemos chegar fácil a 60 horas de jogo), o Monster Hunter World é competente e merece aplausos de pé, mesmo sofrendo com algumas pequenas quedas de quadros. Confira o trailer:


Rafael Poliszuk é jornalista e trabalhou por mais de uma década com automobilismo real. Ou seja, nas pistas!

Tudo porque quando criança era fascinado por jogos do gênero. Com o reencontro da paixão digital, começou o projeto do qual surgiu a Poliszuk Relações Públicas, com experiência no site EuroGamer Brasil, Jornal SPNorte e outras mídias, onde desenvolve promoções e eventos.

E-mail: [email protected]



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