Zona Norte

Moradores de rua poderão perder dois albergues em Santana

Na última semana (20/08), a Prefeitura de São Paulo encaminhou um comunicado à duas organizações sociais informando sobre o encerramento da parceria delas com a gestão municipal já para o mês de setembro. As duas entidades são responsáveis por administrar os centros de acolhidas Zaki Narchi 2 e 3, de Santana.

Uma das entidades notificadas, a Ascom (Associação Comunitária São Mateus), responsável pelo Centro de Acolhida Zaki Narchi 2, divulgou o comunicado onde mostra que o encerramento da parceria está marcada para o dia 22 de setembro. Os dois albergues fazem parte do Complexo Zaki Narchi, que abriga três centros de acolhida, somados eles atendem 900 pessoas.

O comunicado diz ainda que a decisão ocorre em razão do “contigenciamento de recursos do orçamento da SMADS [Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social]”.

Comunicado alegando o encerramento da parceria entre a organização com a Prefeitura – Foto: FAS/Reprodução

Usuários da Cracolândia no Pari

Recentemente, a Prefeitura transferiu o serviço Atende (Atendimento Diário Emergencial) da República, para o Pari. O serviço realizava atendimento à população em situação de rua, em especial da cracolândia. Atualmente ele funciona como Siat 2 (Serviço Integrado de Acolhimento Terapêutico) de maneira experimental.

Com a medida, os usuários da cracolândia serão atendidos no Pari. Segundo a gestão municipal, os usuários estão sendo abordados pelos assistentes sociais e levados de forma voluntária.

A decisão causou polêmica entre os moradores da zona norte, ocasionando protesto com a justificativa de que a mudança de endereço aumentaria ainda mais a concentração das pessoas em situação de rua na região.

De acordo com informação da própria Prefeitura, o novo equipamento tem a capacidade de atender 300 pessoas por dia. Ele ficava localizado na rua dos Gusmões, a 2,7 quilômetros de distância do novo espaço, segundo o trajeto mostrado pelo Google Maps.

O que diz a SMADS

Em nota, a SMADS respondeu que “não haverá interrupção dos serviços prestados” e que a “renovação dos contratos estão em análise”.




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