Motoristas de ônibus e Metrô poderão entrar em greve amanhã (1º)

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Metroviários e motoristas de transporte público estão planejando uma greve amanhã (1º/07), quarta-feira. Segundo os sindicatos, os motoristas de ônibus irão atrasar a saída dos veículos da garagem, enquanto que os metroviários irão paralisar as atividades.

Apesar de ambos estarem marcadas para o mesmo dia, o motivo das greves são diferentes. Segundo o Sindmotoristas, sindicato que representa motoristas e cobradores de ônibus, o protesto é contra a redução da frota de ônibus.

Por outro lado, o Sindicato dos Metroviários soltou uma nota que pretendem paralisar as atividades na quarta-feira. A decisão será tomada no final da tarde de hoje (30), terça-feira. A greve ocorre contra mudanças nos direitos dos metroviários que a empresa vem realizando, são elas:

  • Redução da hora extra de 100% para 50%;
  • Fim do adicional de periculosidade dos Operadores de Trem e Agentes de Segurança;
  • Redução do adicional noturno de 50% para 20%;
  • Fim do auxílio-transporte da complementação salarial.

A uma expectativa de que, ao invés de adotar a paralisação, os metroviários liberem as catracas, ou seja, não cobrem as passagens dos usuários.

Segundo o Sindicato dos metroviários, a luta “não é por aumento salarial, mas pela manutenção do Acordo Coletivo, dos direitos e do Plano de Saúde”.

Redução na frota de ônibus

Na semana passada a Prefeitura reduziu cerca de 9% da frota de ônibus. Com a mudança, estão circulando 10.791 veículos, o que representa 84% da capacidade máxima.

Segundo a gestão municipal, a medida serve para readequar a frota de ônibus de acordo com a demanda de passageiros.

Desde o inicio da pandemia, a SPTrans vem alterando a quantidade de ônibus nas vias públicas. No final de março a frota chegou a circular com apenas 40% de sua capacidade máxima.

Com a flexibilização de mais setores da economia, a tendência é que a demanda de passageiros aumente ainda mais. Além disso, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), havia recomendado que os ônibus circulassem apenas com passageiros sentados, evitando aglomeração no transporte público.