Zona Norte

Mudança da Escola Gutenberg para ensino integral divide opiniões

Na sexta-feira (20/12), alunos e professores da Escola Estadual Johann Gutenberg, Edu Chaves, receberam a notícia de que o colégio irá se tornar período integral já em 2020. A novidade dividiu opiniões, no entanto a principal reclamação é de que não houve diálogo entre o poder público com a comunidade escolar.

Segundo denuncia que o Jornal SP Norte recebeu, houve apenas uma conversa sobre o assunto que contou com a participação de apenas cinco pais de alunos, além da presença de cerca de 20 professores. Na ocasião, a informação passada era que havia uma possibilidade da escola se tornar PEI (Programa de Ensino Integral), após o encontro não houve mais diálogo.

Além disso, de acordo com o denunciante, a direção coagiu parte dos alunos e membros do conselho escolar a aceitarem a proposta de período integral assinando documentos.

Apesar da falta de transparência apresentada pelo denunciante, ele esclarece que não é contra o modelo de período integral: “Não queremos o Gutenberg em tempo integral nessas condições. Pedimos esclarecimentos e assembleia junto a comunidade. Merecemos respeito e atenção”.

Além disso, o denunciante listou uma série de problemas de infraestrutura que a escola enfrenta, são eles:

“Escola sem iluminação, sem tomadas, suja, sem ventilação, sem banheiros adequados, sem quadra adequada e por sinal, toda rachada e sem iluminação. Laboratório inviável de ser utilizado, sem aparelhos e produtos químicos vencidos. Sala de informática sem computadores, pois os roubaram há 2 anos e nunca mais foram repostos. Piso da sala de informática afundando. Entrada da escola afundando. Piso da escada afundando, elevador interditado desde quando foi instalado. Janelas sem vidro e cortinas decentes. Além de ter animais circulando pela escola, como gatos e bichos peçonhentos.”

O que diz a Secretária de Educação?

Em entrevista para o Jornal SP Norte, a responsável do PEI, Bruna Waitman, esclarece que para a escola fazer parte do programa, é necessário que seja um desejo da comunidade. Para fazer a solicitação, é necessário que o colégio encaminhe à Secretária de Educação um termo de adesão assinado pela direção, registro de reuniões com a comunidade e uma ata da reunião com o conselho escolar.

Ainda segundo Waitman, o colégio Gutenberg encaminhou toda a documentação necessária para ingressar no programa, no entanto, ela ressalta que a secretária não tem condição de participar de todo o processo de escuta individuais, sendo assim, a responsabilidade de promover conversas com a comunidade é da direção da escola, além de sintetizar e encaminhar a documentação.

Caso a comunidade escolar tenha alguma reclamação sobre como foi conduzido o processo, Waitman comenta que os professores, pais ou estudantes podem acionar as ouvidorias, que irão apurar as denuncias. Porém, segundo ela, até o momento não houve queixas relacionadas a escola Gutenberg.

Por fim, ela comenta que: “dificilmente 100% da comunidade escolar irão concordar com a mudança [para ensino integral]”, contudo, Waitman revela que mais de 500 escolas pelo Estado enviaram a solicitação para ingressar no PEI, mas foram selecionadas 247:  “[para a escolha da escola] foi levado em conta alguns critérios, como o grau de vulnerabilidade da comunidade” destaca.

Em relação aos problemas estruturais revelados pelo denunciante, não houve posicionamento da Secretária de Educação até o momento.

Histórico

Em setembro deste ano alunos da Escola Estadual Albino Cesar, do Tucuruvi, realizaram uma manifestação contra o PEI. Na ocasião a secretária declarou que a mudança para o período integral do colégio era uma hipótese e que seria discutido com a comunidade escolar.

 

 

 




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