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Mudança no VT aumenta em 41% o número de passagens pagas

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), houve um aumento de 41% no registro de passagens no transporte público em relação a fevereiro. A porcentagem não significa que houve um crescimento de usuários, mas sim numa mudança de rotina, no qual o trabalhador tem que “passar mais vezes” o bilhete nas catracas.

Essa mudança está vinculada a proposta da Prefeitura de São Paulo sobre o Vale-Transporte, onde o usuário poderia realizar quatro embarques num período de duas horas, atualmente é realizado dois embarques num período de três horas. O que acaba afetando trabalhadores que moram distante do emprego.

Desde que a medida entrou em vigor, pelo menos quatro passageiros conseguiram na justiça o direito de voltar às regras antigas do Vale-Transporte.

Linhas mais afetadas

Na comparação com o mesmo período do ano passado, entre fevereiro e março de 2019 o uso do Vale-Transporte aumentou em algumas linhas de ônibus. As mais afetadas foram as linhas:

  • 857R42 – Est. Hebraica Rebouças/Ana Rosa, com alta de 305,9%;
  • 857R41 – Est. Hebraica Rebouças/Metrô Paraíso, com 299,8% de aumento;
  • 531822 – Praça da Sé/Borba Gato, com 292,8%.

Na Zona Norte as linhas que mais tiveram aumento foram:

  • 172N21 – Fac. Uninove/Metrô Belém, com alta de 147%;
  • 177H21 – Metrô Santana/Pinheiros, com 104,5% de aumento.

 

A pesquisa ainda mostra as regiões mais afetadas, sendo elas: Zona Leste com 44%, seguido de Zona Sul com 27%, Zona Norte com 14%, Zona Sudoeste com 12% e Zona Oeste com apenas 3%.

Justiça

Ao todo, foram concedidos pelo tribunal de Justiça três mandatos de segurança contra o decreto 58.639, no qual impõe a mudança do uso no Vale-Transporte. O desembargador Ricardo Dip, da 11ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, concedeu agravo de instrumento em favor do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo) restabelecendo os quatro embarques. Contudo, a decisão só beneficia as empresas que integram esta entidade.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de São Paulo alega que a responsabilidade de arcar o valor excedente do Vale-Transporte é do empregador, não o trabalhador. A previsão é que a mudança gere uma economia de R$ 419 milhões nos cofres da Prefeitura



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