Turismo

Nossa irmã Moçambique

Viajar também é exaltar culturas e regiões. Os povos, os costumes, sua terra, suas cores e sons. Aproveitando que está chegando o Dia da Consciência Negra (20/11), vamos viajar, por meio destas linhas, a uma nação além do horizonte Atlântico que nos considera uma pátria-irmã: Moçambique.

Esse país de 28 milhões de habitantes da costa da região austral africana tem um mosaico humano curioso. Embora o português seja considerado o idioma oficial, o inglês é bastante difundido (até por conta da proximidade com a África do Sul) e muitos dialetos locais.

No mesmo território, assim como o Brasil, povos de diversas partes do continente e de muitas outras regiões do mundo se reúnem para criar uma unidade de pessoas encantadora, que gosta de receber e hospedar.

Baía de Tofo

Apesar da história sofrida, sobretudo por conta da guerra civil, que escreveu a desigualdade de hoje, trata-se de um destino fascinante. Fazem parte do cenário tanto paisagens marítimas lindas quanto as savanas onde predomina a vida selvagem.

O ponto de partida para quem desembarca em Moçambique é a capital Maputo, situada ao sul e distante cerca de 100 quilômetros da fronteira com a África do Sul. Cidade de amplos contrastes socioeconômicos, Maputo é excelente para ambientar-se à cultura moçambicana, visitar mercados locais, cair na vida noturna agitada e deliciar-se com a gastronomia. Recomenda-se nunca sair de lá sem experimentar o molho peri-peri, feito à base da pimenta de mesmo nome, base para diferentes pratos.

Maputo, capital do Moçambique

Da capital Maputo, suba 494 km até a praia de Tofo, na província de Inhambane – dá para ir de avião e descer no minúsculo aeroporto local. Essa praia é um destino bem popular para os praticantes de surfe e kitesurfe. Mas o melhor mesmo é mergulhar. É comum encontrar raias-manta, baleias jubarte, golfinhos e tubarões-baleia na região.

Não muito distante de Tofo está a cidade Vilanculos. O grande atrativo é visitar o Arquipélago de Bazaruto (foto em destaque, no topo), um lugar único no mundo – e que pode ser aproveitado gastando pouco. Praias inóspitas com dunas de areia branca e lagos com flamingos e crocodilos desenham o cenário de 37 quilômetros de extensão. Barcos saem de Vilanculos com destino às ilhas.

Entrada do Parque Nacional de Gorongosa

É impossível ir à África e não se aventurar num safári. Por isso, o Parque Nacional de Gorongosa, 490 quilômetros acima de Vilanculos, é o lugar ideal para contemplar de perto a vida selvagem (à la Discovery Channel); leões, zebras, elefantes, búfalos e crocodilos desfilam diante dos olhos do visitante. Um detalhe: entre dezembro e abril o parque fica fechado. É preciso levar isso em consideração na hora de planejar o roteiro.

Se o tempo for suficiente, vale terminar a viagem na província de Nampula visitando a pequena Ilha de Moçambique. Além de ter dado o nome ao país, foi capital durante quatro séculos, mesmo tento apenas três quilômetros. É notável a influência árabe no local. Um misto de história e modernidade no mesmo pequeno espaço.



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