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O retorno de GRID

Novo jogo mantém as características da antiga série, mas não acompanha a evolução do gênero

Quem adora jogos de corrida sabe que a franquia GRID foi muito importante no cenário gamer racing. Tudo porque conseguiu se manter à frente de outros jogos do gênero por contar com uma insuperável marca que outras franquias ainda não permitem: a destruição “quase” real dos carros de competição em sua mais frenética dinâmica, desde um simples arranhão na lataria até a destruição completa do veículo.

Além deste singular apontamento, GRID deixou suas marcas com a potencial entrega na sonorização dos veículos em alta velocidade, incluindo reduções de marchas bem próximas àquelas que ouvimos nas pistas reais.

Mas, como nada é perfeito, o novo jogo da série não surpreende, apesar de manter o “tato” divertido, misturado a uma simulação irreal, porém interessante de se jogar.

O game foi anunciado às pressas, em maio deste ano para plataformas PS4, Xbox One, PC e Google Stadia, e trata-se de um reboot da popular série estabelecida na sétima geração de consoles.

Nele, conseguimos sentir um certo respeito pelo automobilismo raiz, com a abertura em competir com carros de diversas categorias. Algumas delas situadas com carros antigos, incluindo modelos monopostos e compactos.

O mais legal para quem também gosta das corridas reais e curte se arriscar em jogos do gênero é ver que alguns circuitos clássicos estão de volta, incluindo o antigo traçado de Silverstone utilizado pela Fórmula 1 na década de 90.

Apesar de um reboot, a inteligência artificial (IA) dos adversários mudou para melhor. A IA é esperta, agressiva e abre poucos espaços para ultrapassagens, conduzindo um pouco mais de realidade ao jogo.

O catálogo de carros não é tão extenso como a maioria das mais novas franquias race, com cerca de 70 veículos, com centenas de opções de pinturas e skins. Porém entendemos ser suficiente para um jogo gostoso de jogar, principalmente na imersão que o modo carreira dividido entre seis categorias, incluindo o modo exclusivo com a participação do ex-piloto Fernando Alonso, bicampeão mundial da Fórmula 1. O atleta tem um torneio próprio no game e faz questão de aparecer em um evento final para confrontar o jogador.

GRID é um bom jogo para quem gosta do assunto, mas não acompanha a evolução do gênero.


Rafael Poliszuk é jornalista e trabalhou por mais de uma década com automobilismo real. Ou seja, nas pistas!

Tudo porque quando criança era fascinado por jogos do gênero. Com o reencontro da paixão digital, começou o projeto do qual surgiu a Poliszuk Relações Públicas, com experiência no site EuroGamer Brasil, Jornal SP Norte e outras mídias, onde desenvolve promoções e eventos. Agora, com a Zuk Experience, o jornalista prepara uma nova experiência. Aperte o play!  E-mail: rafael@poliszuk.com.br – Site: poliszuk.com.br



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