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Orquidário colaborativo: jardins suspensos encantam a cidade

Não importa a espécie, o tamanho ou a cor: elas simplesmente nos encantam! Seja para alegrar ambientes residenciais ou comerciais, decorar eventos ou presentear pessoas queridas, as belas orquídeas fascinam por sua beleza. Mas o que fazer quando a floração dessas lindas plantas termina? Ou quando perdem seu valor comercial e são descartadas pelas lojas e supermercados?

Aqui na Zona Norte algumas pessoas têm descoberto que é possível resgatar os caules jogados no lixo e plantá-los em troncos de árvores, formando um grande jardim suspenso. Um dos responsáveis por isso é o empresário e empreendedor social César Kawamura, morador da Vila Maria, idealizador do projeto de orquidário colaborativo, o OHquidea (pronuncia-se ‘ó quidéa’). Confira a entrevista exclusiva que César concedeu ao SP Norte, e faça parte desta “turma do bem”.

SPN: Como surgiu a ideia de trabalhar com orquidários colaborativos?

César: Sou fã da economia criativa e percebi a necessidade de utilizar um tema que chamasse a atenção das pessoas. Há em nosso país uma forte cultura de individualismo que deve ser combatida, pois afeta nossas vidas de diversas maneiras, inclusive, economicamente.

Por que orquídeas?

As orquídeas são uma antiga curiosidade. Ao estudar essas plantas, percebemos como seu cultivo é relativamente mais fácil em relação a hortaliças, por exemplo. Sabendo que a maioria é epífita (crescem sobre árvores), basta um ambiente adequado para que se desenvolva sem nossa interferência.

Como nasceu a OHquidea?

O projeto teve início com um ciclo de palestras sobre o cuidado com as orquídeas. A partir daí, evoluiu para esse formado de orquidários colaborativos.

Em que ano foi implantado o primeiro orquidário? E aonde foi?

Em outubro de 2017, instalamos o 1o orquidário na estufa do Ponto de Cultura Nia Domo (Vila Maria), local onde eu já realizava algumas atividades voluntárias na área de educação ambiental. Foi cedido gentilmente por nossos amigos Roger Duran e Rafael Bordon, pois haveria um novo equipamento promotor de integração da comunidade.

Qual o principal objetivo desse projeto?

Nosso slogan “Resgatando orquídeas e unindo pessoas” reflete a alma do negócio. Queremos transformar resíduos em recursos, potencializando-os ao máximo para produzir efeitos positivos e impactos múltiplos.

Até hoje, quantas orquídeas foram salvas e quantas pessoas já passaram pelo projeto?

Cerca de 2500 orquídeas salvas do descarte e estimamos em torno de 3 mil pessoas que já tiveram a experiência. Algumas são assíduas seguidoras, que nos anima muito. Gratidão a elas!

Para quem quiser participar, quais os procedimentos?

Basta comparecer a alguma das atividades agendadas via mídia social em nossos orquidários colaborativos, ou participar de alguma ação/evento promovido por algum parceiro. Lá os visitantes aprendem na hora as técnicas de cultivo de orquídeas e terminam adotando uma árvore, ou uma praça toda! Acompanhem [a hashtag] #ohquidea [nas redes sociais]!

O que é preciso para montar um orquidário colaborativo para uma praça ou local particular?

É necessário ter um local acessível ao público, mas vigiado contra vandalismo. Precisa receber bastante luz, e se possível ter árvores adultas. O mais importante, cabeça aberta para atuar como empreendedor e fazer muito networking. Só chamar que a gente avalia tudo isso!

Quais os planos para o futuro?

Queremos ser o maior orquidário a céu aberto do mundo! Por ser colaborativo, não é difícil replicar a iniciativa pelo país afora. Temos amigos e simpatizantes em outros quatro continentes.

Sobre o projeto

Quem quiser conhecer ou participar de algum orquidário, na Zona Norte há dois, abertos ao público e com entrada gratuita (Braz Leme – Clube dos Suboficiais da Aeronáutica e Vila Maria – Ponto de Cultura Nia Domo). Vale também, ficar de olho na página do Facebook do projeto OHquidea que sempre está atualizada com as informações de cursos e eventos. Ou, se preferir, ligue ou mande uma mensagem para o WhatsApp 98121-3310.



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