Os riscos da pandemia para a saúde física

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De uma hora para outra, passamos a nos adaptar em diversos sentidos. Em virtude da pandemia, precisamos aprender novas formas de trabalho, consumo e de socialização. Mas com as restrições para sair de casa, precisamos principalmente levar para a sala de estar as atividades físicas que antes eram feitas em academias e parques.

Diante da ameaça que o novo vírus oferece à saúde das pessoas, manter um comportamento sedentário pode ser ainda pior. Isso porque a prática de atividade física melhora o sistema imunológico e ainda contribui para a proteção e o combate às doenças crônicas, que podem agravar as consequências do Coronavírus.

Para o Personal Trainer, Felipe Martins Cardoso (161748-G/SP), “já foi comprovado que o exercício físico ajuda na imunidade e consequentemente na resistência contra o novo coronavírus. Por isso, é indicado pelo menos 30 min de treino por dia, sejam exercícios de musculação, sejam exercícios cardiorrespiratórios, como caminhada, esteira, para fortalecer. Não tem porque ficar parado”, conclui.

De acordo com a OMS, adultos entre 18 e 64 anos, devem praticar, por semana, ao menos 150 minutos de exercício aeróbico moderado ou 75 de alta intensidade. Por isso, mesmo com o distanciamento e a necessidade de ficar em casa, é importante que as pessoas definam um período no dia dedicado à prática de exercício e a outras ações que auxiliem em uma quarentena mais saudável. Além dos riscos de doenças como diabetes, a diminuição de movimentos e muito tempo sentado pode ocasionar em problemas na saúde vascular, que, combinada com outras comorbidades, pode piorar o quadro clínico.

Além das atividades físicas, é fundamental que o praticante mantenha uma dieta equilibrada com frutas, verduras e legumes. O consumo de água é de extrema importância para uma boa hidratação, principalmente durante as atividades físicas. “Em refeições como café da manhã e almoço, é importante ingerir alimentos saudáveis como frutas, verduras e legumes. No café da manhã, temos boas opções como o tradicional café com leite, uma torrada ou ovos mexidos e uma fruta. No almoço, uma boa pedida é o nosso famoso arroz e feijão, saladas, carnes ou peixes assados, grelhados ou cozidos, evitando assim frituras”, explica a nutricionista Cristiane Caleffi (CRN3-16759).

O ultramaratonista de montanha, João Póvoa (foto), conta que estava treinando forte, pois tinha uma prova de 50km, na Itália, porém,  as provas foram sendo canceladas, com isso, os treinos que estavam sendo intensos, começaram a diminuir o seu ritmo. “Devido a pandemia, tive que alterar também os meus locais de treino, pois pertenço ao grupo de risco, tenho 61 anos. Comecei a treinar em locais mais afastados, além disso, mudei a minha rotina de horários. Hoje acordo às 5h, treino e às 7h, já estou indo para o trabalho. Continuo treinando com o cronograma inicial das realizações das provas, porém a cada cancelamento, dá um desanimo, mas se não der para correr neste ano, correremos no ano que vem. O mais importante é cuidarmos da saúde”, finaliza.