Teatro

Palhaçadas e emoção: mostra Conforto de Repertório em último final de semana

Quem acompanha o SP Norte aqui, em nosso site ou no Facebook, já conferiu: as peças da mostra Conforto de Repertório estão celebrando o Dia dos Pais, com uma promoção especial. Os papais não pagam ingresso, acompanhados de criança pagante. E vale para todos: pais com vários filhos, pais de primeira viagem e futuros pais – é o caso de Kayê Conforto, criador, autor e ator da mostra.

À espera de Raul, primeiro filho, o ator que dá vida ao palhaço Conforto falou com o SP Norte sobre as peças deste último final de semana: Biscoitos, no sábado (12/8), e a “estreia mundial” de S.O.S. – Uma Autopeça, no domingo (13/8), no Teatro Alfredo Mesquita.

Ser palhaço era um sonho de infância. Mas, por volta dos 13 anos, desistiu da ideia – uma fase pré-adolescente. Mas, aos 19 anos – em meio à faculdade de Psicologia, onde também se formou, voltou ao sonho de criança. “Aos 25 larguei tudo e fui viver só de palhaço”, conta. São cinco anos com a Conforto & Cia, mas dez anos dedicados à arte. “Cada ator tem o seu palhaço, não tem vários. O palhaço não é nada mais nada menos que uma caricatura de si mesmo”, diz.

“A gente acaba levando [a Psicologia para o palco]. Biscoitos tem bastante isso. Fala de luto, perda, para a criança. E é um tabu para a sociedade, e as pessoas fazem de tudo para esconder”, explica. A peça surgiu de um luto do próprio Kayê.

S.O.S. – Uma Autopeça

Um caso especial fez com que o palhaço e sua equipe percebessem que estavam no caminho certo: uma criança abordou Kayê no fim do espetáculo. Tinha acabado de perder o gato e, depois da peça, a criança estava radiante. Com um detalhe: em Biscoitos, Conforto tem um porta-retrato – da pessoa especial que perdeu – mas não mostra para ninguém, para que cada espectador entenda de uma maneira particular. A criança do final daquela peça, afirma Kayê, foi a única que viu quem estava no porta-retrato. “É um espetáculo que eu gostaria de fazer todo dia, de tanto que eu gosto”.

conf

Outra peça que está no “repertório” é S.O.S. – Uma Autopeça. “Também é autobiográfica, do que a gente sente. É eu e mais um palhaço: cito algumas coisas sobre paternidade, ele sobre depressão. A gente traz um conteúdo mais próprio, que agrada bastante”, conta.

Na Zona Norte, já fez apresentações na Vila Maria, na Saraiva Megastore do Shopping Center Norte, e até já trabalhou em um banco na região. “Para mim, a Zona Norte é muito familiar”, diz.

Agora, futuro pai e de primeira viagem, aguarda a chegada de Raul, esperado há muito tempo pelo casal. O contato com outros pais está ajudando Kayê a encarar a paternidade e, por conta disso, teve a ideia de presentear os pais com a promoção. “São dois espetáculos que mais falam de mim e de quem tá trabalhando comigo. É um final de semana especial para comemorar a chegada do Raul e o dia dos pais. Comemorar pela primeira vez, do outro lado da moeda!”

fotos: Divulgação/Conforto e Cia.



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