Pandemia: mais da metade dos paulistas dizem sentir ansiedade com frequência

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Um estudo feito em São Paulo revelou que mais de 50% dos paulistas sentem ansiedade ou algum tipo de nervosismo com frequência desde o inicio da pandemia do coronavírus (covid-19) no Brasil. Os dados foram coletados entre os dias 24 de abril e 24 de maio.

A pesquisa foi feita pela internet com 11.863 pessoas e contou com a participação das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal de Minas Gerais (UFMG), além da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Confira o resultado do estudo:

  • 39% dos entrevistados diz que passou a sentir-se triste ou deprimido com frequência;
  • Cerca de 30% revelou dificuldades para dormir;
  • 26,5% dos entrevistados disseram que sua saúde piorou após o início da pandemia;
  • Cerca de 40% começaram a sofrer de dores na coluna; e
  • 56,6% dos que já tinham um problema crônico nesse sentido (32,7% da mostra) relataram aumento na dor.

Antes dessa conclusão, os dados foram calibrados com base nos indicadores da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD, 2019) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse cálculo mostrou que as mulheres sentem-se bem mais deprimidas que os homens:

Mulheres: 48,4% sentem-se tristes ou deprimidas com frequência e 60,1% ansiosas ou nervosas;

Homens: 28,5% sentem-se triste ou deprimidos com frequência e 40,6% ansiosos ou nervos.

Piora na saúde

O estudo também levantou indicadores sobre as mudanças de comportamentos dos paulistas. O resultado mostrou que houve uma queda de 30,5% para 14,2% no percentual de indivíduos considerados fisicamente ativos.

Já o hábito de assistir televisão por 3h ou mais aumentou de forma significativa, saltando de 21% para 52%, além disso, o uso de tablet ou computador por mais de 4h diárias passou de 46,2% para 64,3%.

Não foi apenas o sedentarismo que aumentou, mas também a piora na alimentação. O percentual dos que comem verduras e legumes ao menos 5 dias por semana caiu de 42% para 35,9%, enquanto o consumo de alimentos considerados não saudáveis cresceu, confira:

  • congelados passou de 8,6% para 13%;
  • salgadinhos de 8,5% para 13,7%; e
  • chocolate de 46,5% para 52,7%.

Por fim, o estudo revelou que houve um aumento no consumo de bebidas alcoólicas e tabaco durante o período da pandemia: 28% dos entrevistados disseram estar fumando mais cigarros por dia e 18,4% dos paulistas revelaram que estão bebendo mais durante a quarentena.