Para onde foi todo mundo?

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José Ricardo Barcellos
Jornalista, Empresário e Escritor
Autor do Livro : Homo Spiritualis

e-mail: jose.ricardo.barcellos@gmail.com

 

 

“Precisamos trocar o pneu com o carro andando”.

Está frase que tornou-se popular no mundo e foi, até dezembro de 2019, o modelo adotado por muitos. Ninguém tinha tempo para nada, tudo era fast (rápido): Fast food, fast fashion, fast News, fast relacion ship… As pessoas estavam com seus olhos voltados para baixo, mais especificamente para seus “smartphones”. As cenas que víamos, até então, eram verdadeiros zumbis caminhando pelas ruas sem olharem para alto ou para o lado. Não importava quem estava ao lado ou se Céu era belo, o valor estava nas curtidas, no mundo virtual.

“Então de repente, não mais do que de repente”, como no soneto do poetinha (Vinícius de Moraes), do riso fez-se o pranto. Um pranto de morte, medo e insegurança. Milhares de infectados, talvez milhões, mortes, ruas vazias, pessoas confinadas, isolamento social. Sim, de repente, não mais do que de repente, fomos obrigados a parar. Como um professor que coloca o aluno de castigo parece que a divindade colocou todos sentados no “banquinho das reflexões”. Quem não tinha tempo para família, agora não sabe o que fazer com o estoque novo e disponível.

A humanidade busca explicações. Há teorias sobre tudo. Vai desde uma estratégia de dominação global até o já antigo e famoso castigo divino ou vingança planetária. Bem, não como ter certeza sobre a origem, mas há como ter certeza do objetivo ou do legado que ficará: a humanidade terá consciência que não está sozinha. Exatamente, um micro organismo pode por em xeque todas as nossas convicções, modelos, valores e principalmente nossa economia.
Como num ato divino, a humanidade descobriu que ainda vive na “pangeia”. Não existem continentes, bandeiras ou fronteiras capazes  de conter a pandemia. Ela atinge a todos, brancos, negros, latinos e orientais, independente de idade, sexo ou religião. O invisível vírus mostrou quem realmente manda, condenando a todos a prisão domiciliar reflexiva, e todos ficaram em casa, quem não ficou está no hospital ou morreu, simples assim.

Eu acredito que tudo isso faz parte de uma renovação. Acelerados como estávamos não era possível mudar, na verdade não estávamos nem mesmo vendo a mudança que se aproximava. E esta mudança chama-se extinção. O homo sapiens sapiens está sendo extinto, assim como seus antecessores “homo neanderthal”e “homo  sapiens”. Muita calma nesta hora, a humanidade inteira não vai desaparecer somente vai evoluir. Uma nova espécie está nascendo: “homo spiritualis” e ainda vai conviver com seus antepassados como já ocorreu no passado.

Os próximos meses serão de preparação, transformação e nascimento. Não existem meios para conter este processo. O universo não para, define o ritmo e impõe a sua Lei, a evolução. Nós somos os país  desta nova humanidade  e como tal devemos aceitar a sua chegada. Não devemos nos assustarmos, ficarmos temerosos. Com a chegada do “homo spiritualis” teremos uma enorme aceleração tecnológica, cultural, econômica, social e principalmente espiritual.

Assim como sua prima distante a gripe espanhola, 1918, que matou 50 milhões no mundo, a COVID 19 vem com uma enorme força transformadora. O solo foi preparado por anos até que a semente germinasse. O século passado (XX) foi o de maior evolução tecnológica da história da humanidade. De automóveis a aviões, de computadores a smartphones, do controle de pragas ao controle das doenças, tudo surgiu depois daquela catástrofe.  O próximo salto será ainda mais fantástico. Olhas para as tecnologias que temos hoje e compará-las com as que teremos em breve será como colocar carroças ao lado de aviões ou ainda máquinas de escrever concorrendo com computadores quânticos.

Neste exato momento podemos estar temerosos, inseguros, porém logo, logo , atingiremos um novo patamar. Estamos preocupados com a economia devido à alguns dias, talvez meses, de paralisação mas isto se faz necessário. Para que novo surja é necessário destruir velhas estruturaras, o solo deve ser arejado para receber uma nova vida.

Não preocupeis. A nova era está apenas começando. O “homo Spiritualis” é apenas um recém nascido, uma minoria. Dentro de poucas décadas, no entanto, será dominante e assim o “homo sapiens sapiens” deixará a cena e entrará para história. Simples assim.

 

Imagem Capa: Ilustrativa (Google)