São Paulo

Para onde você vai? Pesquisa revela hábitos de transporte

Afinal, o que mudou no transporte público em dez anos? Como você pode ler acima, a Linha 6-Laranja era para ser entregue em 2012, as obras começaram em 2015 e, agora, um novo capítulo postergará ainda mais a conclusão total do importante ramal metroviário para a zona norte.

Mas, em dez anos, o transporte sobre trilhos cresceu 53% no número de viagens na Grande São Paulo. É o que mostra a pesquisa Origem Destino 2017, divulgada na última quarta-feira (12/12). O levantamento compara o período de 2007 a 2017, já que é realizada a cada 10 anos pelo Metrô.

O metrô foi responsável por 3,4 milhões de viagens, enquanto os trens, 1,3 milhão. Comparando com 2007, observa-se um crescimento de 55% (2,2 milhões e 800 mil). Por outro lado, as viagens de ônibus tiveram queda de 5%: de 9 milhões em 2007 para 8,6 milhões no ano passado. No total, o transporte coletivo representa um número de 15,3 milhões de viagens por dia (37% das viagens feitas na Região Metropolitana). Os carros (incluindo viagens de transporte coletivo) são 68% do total dos deslocamentos.

Nesses dez anos uma mudança de hábito impactou de forma poderosa nos números. Em 2007 não tínhamos aplicativos de transporte individual, como Uber e Cabify. Com a entrada destes apps em nosso dia a dia, o número de viagens utilizando táxi saltou para 424%: eram 90,7 mil viagens em 2007, foram 475,3 mil viagens por dia em 2017.

A pesquisa também definiu uma categoria para os aplicativos. O serviço de “táxi não convencional” representou 76% das viagens realizadas apenas com táxis. Já os carros convencionais obtiveram 24% das viagens.

Entre aqueles que andam a pé ou de bicicleta – viagens não motorizadas – o número aumentou 2%. No entanto, apesar do pequeno aumento, a modalidade de deslocamento a pé é a campeã de viagens diárias: 12,8 milhões de trajetos por dia. O uso das bicicletas, porém, aumentou 32% em dez anos.

A pesquisa conclui que o número de viagens aumentou mais que o emprego e a população da Região Metropolitana. O índice de mobilidade, que representa o número médio de viagens por habitante, não sofreu sobressaltos: saiu de 1,95 viagens em 2007 para 1,99.

A pesquisa completa – que é realizada desde 1967 –, com todos os dados, pode ser conferida em no site do Metrô.

 



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