São Paulo

Presidente da API: mudança de Fórum e privatização do Anhembi são fundamentais

O SP Norte, há algumas edições, tem debatido o desejo de transferência do Fórum de Santana, localizado na Casa Verde, para o Parque da Juventude. Um local mais acessível, com transporte público mais eficiente, do que o atual, na Av. Eng. Caetano Álvares.

Depois de ouvir o Vice-Presidente de Eventos da Associação Paulista de Imprensa (API) e empresário, Cláudio Moyses, foi a vez de o Presidente da entidade, Sérgio de Azevedo Redó, comentar – e enfatizar – a importância da mudança para os moradores da região.

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Redó, que é jornalista e advogado, acompanha a situação desde que o Presidente do Tribunal e Justiça de São Paulo (TJ-SP), Paulo Dimas, solicitou a mudança. Conhecedor da região – também foi Presidente do Conselho de Administração da Anhembi Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo S/A entre 1993 e 1995 –, Redó considera que é “um compromisso da API ajudar a sociedade”.

“Além de primordialmente proteger todos os direitos e interesses dos jornalistas e comunicadores, a gente tem que se preocupar com essas questões. Estamos realizando Fórum de Comunicação (no Espaço Immensità, em 27/11). Nosso interesse é de mobilizar a sociedade, com todas as forças vivas da Zona Norte no sentido de apoiar”, afirma.

Para Redó, “é um processo que a gente precisa estimular”, já que a região possui atributos de riqueza financeira e econômica fundamentais, por possuir “o oitavo maior centro de convenções do mundo, que é o Anhembi”, além de grandes centros, como o Center Norte e, mais recentemente, o Espaço Immensità. “É um mercado muito importante, de negócios, que é o que traz dinheiro, divisas à região”, diz.

Privatização do Anhembi

Presidente de um dos maiores complexos de eventos do mundo, no início da década de 1990, Sérgio Redó já desejava “a privatização do Anhembi desde aquela época”. Para o Presidente da API, é preciso o “estado mínimo”, pois como “protetor da sociedade tem que se preocupar com saúde, educação, segurança pública e mais absolutamente nada”.
A participação da Prefeitura é importante nos eventos, mas “quem tem que gerir tudo isso é a iniciativa privada”, pontua, dando exemplos bem-sucedidos em outros países, como o Earls Couter, em Londres, e feiras de grande alcance, como a ITB de Berlim, na Alemanha, dedicada ao Turismo.

Sob o comando do Anhembi, segundo Redó, trouxe os maiores eventos ao local – “quando assumimos, tínhamos seis grandes eventos. Saímos com 23” – e que, sem o Anhembi, a rede hoteleira do Estado “quebraria”, pois, na época, era responsável por 50% de toda a ocupação de hotéis.

Redó considera que o espaço, sobretudo o Pavilhão de Exposições, precisa ser urgentemente reformulado e modernizado, desde a época em que esteve à frente do Anhembi. E mantém uma ideia desde aquela época: a inclusão de uma estação de metrô no local, a exemplo de outros grandes centros de convenções espalhados pelo mundo. “[O Anhembi] vai virar um grande polo de desenvolvimento cultural e empresarial. Temos uma grande fatia importante de mercado com o trabalho de turismo de eventos e negócios. A Zona Norte é o grande centro de turismo de negócios dessa cidade”, finaliza.



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