Zona Norte

Pedido de tombamento do Canindé será avaliado na segunda (09)

O impasse sobre o Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte, mais conhecido como Canindé, ainda permanece. Após consecutivos fracassos do leilão de parte do terreno, os torcedores da Lusa encaminharam o pedido de tombamento ao Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental), o processo será avaliado na segunda-feira (09/12).

A solicitação do tombamento foi feita em março deste ano com o apoio do deputado estadual Campos Machado (PTB) e contou com cerca de 5 mil assinaturas. Caso seja aprovado, o Canindé não poderá ser demolido ou sofrer qualquer tipo de alteração por no mínimo dois anos, que consiste no prazo de analise.

Essa é a segunda vez que torcedores pedem o tombamento do estádio. A primeira ocorreu em 2016, quando, na ocasião, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) recebeu os documentos, mas não analisou o pedido por julgar não ser de sua competência.

No entanto, há quem critique essa medida, em declaração, um dos líderes do Debate Lusitano, Elcio Mendonça, destacou que o “tombamento sufocará o clube financeiramente. Hoje a Portuguesa tem uma dívida altíssima, impossível de pagar com a receita atual. E isso gera o bloqueio de todas as receita”.

Dívidas

O estádio acumula 13 ordens judiciais que pedem a penhora da área pertencente à Portuguesa (60%). O restante (40%) pertence a Prefeitura de São Paulo. Ao todo a Portuguesa acumula R$ 350 milhões em dívidas.

Leilão

De acordo com o levantamento, nos últimos cinco anos a Portuguesa realizou dois leilões para vender a parte do estádio que pertence ao clube, sendo que a última ocorreu em abril deste ano, no entanto, assim como nos últimos (2016 e 2017), nenhum lance foi ofertado.

A área no qual houve as tentativas do leilão corresponde a um salão comercial, o parque aquático, áreas de circulação, vestiários, ginásio poliesportivo, arquibancada e casa de máquinas.

Processos

A última decisão de penhora foi feita pelo zagueiro Luiz Henrique, com passagem rápida pelo clube em 2002. A ação que motivou o leilão foi uma divida com um empresário que ajudou a Portuguesa na venda do atacante Diogo para um time grego, em 2008. O empresário alega não ter recebido sua comissão de 10% combinada no negócio, totalizando R$3,7 milhões.



Topo