Imóveis

Pesquisa Creci-SP mostra desempenho do mercado

“Depois da bonança, a ressaca.” É dessa forma que José Augusto Viana Neto, Presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP), resume o comportamento do mercado de imóveis usados na cidade de São Paulo em janeiro. As vendas despencaram 43,02% na comparação com dezembro, mês em que as imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP haviam registrado crescimento de 18,07% sobre novembro para fechar 2017 com expansão acumulada de 74%.

Este ano, o índice de vendas do Creci-SP apresentou ligeira reação, fechando janeiro em 0,1472. Comparado ao índice do mesmo mês de 2008 (0,4894), a queda foi de 69,92%. “Estamos longe dos bons resultados de 2008, mas, quando se olha para o ano passado, com seu crescimento acumulado de 74% no segundo ano de recessão, podemos confiar que o mercado tem capacidade de sobreviver à crise e que a queda de vendas de janeiro não é um ponto fora da curva histórica”, afirma Viana Neto.

O Presidente do Creci-SP lembra que as férias de janeiro sempre impactam negativamente as vendas de imóveis usados, mas, por outro lado, favorecem o mercado de locação. Ele explica que “muitas famílias aproveitam as férias escolares e do trabalho para se mudar, estudantes que passaram em vestibulares vêm para a capital e precisam alugar e empresas costumam realocar nesse mês executivos e diretores, o que aumenta a procura e aquece o mercado”.

Foi isso que a pesquisa feita com 299 imobiliárias da capital registrou em janeiro. O número de casas e apartamentos alugados foi 0,52% maior que o de dezembro, que registrou queda de 3,96% em comparação com novembro. O índice de locação da cidade em janeiro último chegou a 2,8027, o mais alto desde janeiro de 2008. Na comparação com aquele ano de crise mundial, representa um crescimento de 39,69%.

O Presidente do Creci-SP destaca que o mercado de locação da capital também foi duramente atingido pela crise de 2008, “tanto que o índice de locação de janeiro de 2009 apresentou uma queda de 44,71% em comparação com janeiro de 2008”. Mas, a partir daí, ele foi se recuperando ano a ano até atingir no mês passado a maior marca para janeiros desde 2008. “Quanto mais caro e difícil o acesso à casa própria, independentemente de férias e folgas, mais a locação tende a crescer, mas num ritmo mais contido por causa do desemprego e da perda de poder aquisitivo das famílias”, resume Viana Neto.

Imóveis usados mais vendidos custaram até R$ 600 mil em SP

Os imóveis usados mais vendidos na cidade de São Paulo em janeiro nas 299 imobiliárias que o Creci-SP consultou foram os que custaram até R$ 600 mil. Eles representaram 56,82% do total de casas e apartamentos vendidos, a maioria (54,54%) por meio de financiamentos de bancos. As demais unidades foram compradas à vista (36,36%) ou em pagamentos parcelados pelos donos dos imóveis (4,55%).

As imobiliárias venderam mais apartamentos (65,91% do total) do que casas (34,09%). A maioria das unidades vendidas (72,22%) enquadrou-se nas faixas de preços de até R$ 8 mil o metro quadrado, com predomínio dos imóveis de padrão médio (75% do total).



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